Na Espanha, Podemos lidera pesquisas: “A campanha do medo não funciona”

Pablo Iglesias diz que os repetidos ataques ao Podemos não têm resultado, como prova a última sondagem que lhe dá 27,5%; direção do partido se reuniu com o economista francês Thomas Piketty.

353 0

Pablo Iglesias diz que os repetidos ataques ao Podemos não têm resultado, como prova a última sondagem que lhe dá 27,5%; direção do partido se reuniu com o economista francês Thomas Piketty

Do Esquerda.Net | Foto: Reprodução/Facebook

Pesquisa divulgada pela rádio espanhola Cadena Ser na última sexta-feira(9) confirma que o Podemos já é o líder de intenção de voto entre os entrevistados, com 27,5%, à frente do PP (24,6%) e do PSOE (19%). A quarta força política é a UpyD (5,5%), seguida dos Ciudadanos (5%) e da Izquierda Unida (3,7%). À queda de 20% do PP e de 10% do PSOE nesta sondagem em relação ao resultado eleitoral das europeias, soma-se o apoio ao Podemos por parte de um terço do eleitorado, que diz ter-se abstido ou votado branco e nulo nas últimas eleições.

Quando questionados sobre quem seria o melhor presidente para a Espanha – a ser escolhidos nas eleições de novembro deste ano –, 44% responderam Pablo Iglesias, bem à frente do líder socialista Pedro Sánchez, com 32%, e de Mariano Rajoy, que recolhe 23% das preferências. Entre os eleitores socialistas que responderam ao levantamento, quase metade (44%) prefere Iglesias ao líder do PSOE para suceder a Rajoy.

“Temos de trabalhar muito, não podemos descansar”, reagiu Pablo Iglesias, que tem sempre desvalorizado as pesquisas. No entanto, desta vez ele sublinhou os números acerca da fidelidade do voto. Ao contrário dos outros partidos, 86,1% dos eleitores do Podemos nas europeias estão dispostos a repetir o sentido de voto.

A direção do Podemos se reuniu também na sexta-feira com o economista e autor do best-seller “O Capital no Século XXI”, Thomas Piketty. No fim do encontro, Iglesias comentou a convergência de opiniões sobre as políticas econômicas. “Disse-nos que temos razão quanto à restruturação da dívida. E que parece mentira que países como a França ou Alemanha, que viram a sua dívida perdoada, oponham-se a uma medida imprescindível para podermos falar de prosperidade no sul da Europa”, declarou ao portal Publico.es.

Respondendo ao líder do PSOE, que disse, na quinta-feira, que o Podemos serve aos interesses dos poderosos, Pablo Iglesias atribuiu essas afirmações ao “desespero” no partido de Pedro Sánchez. “Por acaso, neste país são as pessoas que vão votar e que vão poder mudar as coisas com os seus votos”, respondeu Iglesias, lembrando que está aberto a colaborar com os partidos “que reconheçam que se enganaram” e farão “o contrário do que fizeram o PP e o PSOE, que infelizmente era muito parecido”.



No artigo

x