Assassinatos de LGBT no Brasil cresceram 4% em 2014, segundo pesquisa

Levantamento realizado pelo Grupo Gay da Bahia (GGB) aponta que os estados de São Paulo e Minas Gerais são os primeiros no ranking de homicídios

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Levantamento realizado pelo Grupo Gay da Bahia (GGB) aponta que os estados de São Paulo e Minas Gerais são os primeiros no ranking de homicídios

Por Redação

O novo relatório sobre assassinatos de LGBTs, que é produzido anualmente pelo Grupo Gay da Bahia (GGB), aponta que em 2014 aumentou em 4% o número de LGBT assassinados. Foram registradas 326 mortes o que, de acordo com o levantamento, resulta em um assassinato a cada 27 horas.

Dos 326 assassinatos, 163 eram gays, 134 travestis, 14 lésbicas, 3 bissexuais e 7 amantes de travestis (T-Lovers). O levantamento também aponta que 7 heterossexuais foram mortos por terem sido confundidos com gays.

Em números absolutos, os estados de São Paulo e Minas Gerais foram os que registraram o maior número de mortes com 50 e 30 casos, respectivamente. Mas, em termos relativos, a Paraíba e o Piauí e suas respectivas capitais são as regiões que oferecem mais risco à comunidade LGBT. De acordo com o levantamento, enquanto no Brasil como um todo os LGBT assassinados representam 1,6 habitante por milhão, na Paraíba esse índice chega a 4,5 e 4,1 para o Piauí.

Neste levantamento, a região Centro-Oeste aparece como a região mais intolerante, com 2,9 homicídios para cada 1 milhão de habitantes, seguido do Nordeste (2,1), Norte (1,5), Sudeste (1,2) e Sul (0,7).

Confira aqui o levantamento na íntegra.

Foto: Marcelo Hailer



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