Profeta Maomé com cartaz Je suis Charlie ilustra capa do Charlie Hebdo

A publicação da revista sairá amanhã (14), com uma tiragem de 3 milhões de cópias em vez das habituais 60 mil.

624 0

A publicação da revista sairá amanhã (14), com uma tiragem de 3 milhões de cópias em vez das habituais 60 mil

Por Agência Brasil

(Foto: Divulgação)
“Tudo está perdoado” é a manchete da próxima edição da Charlie Hebdo (Foto: Divulgação)

A próxima capa do semanário satírico francês Charlie Hebdo apresenta a caricatura do profeta Maomé segurando um cartaz com a inscrição Je suis Charlie (Eu sou Charlie) e com o título: Tout est pardonné (Tudo está perdoado).

A capa do jornal foi divulgada nessa segunda-feira (12), dois dias antes da publicação da revista, que sairá na quarta-feira (14), com uma tiragem de 3 milhões de cópias em vez das habituais 60 mil. A edição especial será traduzida em 16 idiomas.

Esta será a primeira edição desde o ataque contra a redação do semanário ocorrido na semana passada em Paris e que provocou 12 mortes, incluindo quatro cartunistas.

No cartum da primeira página da edição especial, que terá um fundo verde, Maomé surge com uma lágrima no olho.

Desde quarta-feira passada registraram-se três incidentes violentos na capital francesa, incluindo um sequestro, que, no total, fizeram 20 mortos.

Os atentados começaram com um ataque ao Charlie Hebdo. Depois de dois dias em fuga, os dois suspeitos do ataque, os irmãos Said Kouachi e Cherif Kouachi, de 32 e 34 anos, foram mortos na sexta-feira (9), por forças de elite francesas, em Dammartin-en-Goële, nos arredores de Paris.

Na quinta-feira (8), foi morta uma agente da polícia municipal, no sul de Paris. A polícia estabeleceu uma ligação entre os dois jihadistas suspeitos do atentado ao Charlie Hebdo e o assassino da policial.

Na sexta-feira, cinco pessoas foram mortas em um mercado kosher (judaico) do leste de Paris, quando eram mantidas reféns, incluindo o autor do sequestro, Amedy Coulibaly, que foi morto durante a operação policial.

Foto de capa: Reprodução/Charlie Hebdo



No artigo

x