Primeiro-ministro britânico quer proibir serviços como o WhatsApp e Snapchat

Proposta de David Cameron é bloquear todas as mensagens criptografadas de meios que não permitam o acesso às autoridades quando necessário. Entre eles, estariam o WhatsApp, iMessage, Telegram e Snapchat

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Proposta de David Cameron é bloquear todas as mensagens criptografadas de meios que não permitam o acesso às autoridades quando necessário. Entre eles, estariam o WhatsApp, iMessage, Telegram e Snapchat

Por Redação, com informações do 20minutos

O atual primeiro-ministro britânico, David Cameron, falou a respeito de uma medida que proibiria os serviços de mensagens como o WhatsApp no país, caso os conservadores ganhem as eleições de maio. De acordo com o jornal britânico The Independent, seria uma resposta ao atentando contra o Charlie Hebdo, na França.

“Em nosso país, queremos permitir meios de comunicação entre as pessoas que, inclusive em situações extremas, com a assinatura do secretário do Estado, não podemos ler?”. Sua resposta foi um enfático: “Não podemos permitir isso.”

A proposta de Cameron é bloquear todas as mensagens criptografadas de meios que não permitam o acesso às autoridades quando necessário. Entre eles, estariam o WhatsApp, iMessage, Telegram e Snapchat. O primeiro-ministro prometeu que, se os conservadores vencerem as próximas eleições, que vão ser realizadas em 7 de maio, vai cuidar de “uma política global para garantir um lugar seguro para se comunicar”.

Mais poderes para inteligência

Cameron dará mais poderes aos serviços secretos britânicos para que possam espionar as comunicações privadas, a fim de prevenir o terrorismo. “O primeiro dever de qualquer governo é proteger o país e os cidadãos”, disse.

Os ataques da semana passada em Paris “demonstraram mais uma vez a escala da ameaça terrorista que enfrentamos e a necessidade de as agências de segurança e inteligência e a polícia terem fortes poderes para manter nosso povo seguro”, disse ele.

A legislação em vigor sobre o acesso a comunicações privadas expira em 2016, e o novo governo resultante das eleições terá de legislar em meio a um debate no Reino Unido entre os que defendem o alargamento das competências do Estado e os que defendem o direito à privacidade.
Até agora, o governo Cameron não conseguiu dar aos serviços secretos tais poderes para monitorar livremente todas as comunicações, devido à oposição de organizações de defesa da privacidade, a opinião pública e os liberais democratas, seus parceiros de coalizão.

Foto: http://flickr.com/photo/14214150@N02/5827721043



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