Peru denuncia Greenpeace por danos às Linhas de Nazca

Ministra da Cultura do país afirmou que ONG terá de pagar indenização; em dezembro, ativistas instalaram letras de tecido ao lado do gigantesco desenho em forma de colibri, feito pelos antigos peruanos no ano 200 a.C.

706 0

Ministra da Cultura do país afirmou que ONG terá de pagar indenização; em dezembro, ativistas instalaram letras de tecido ao lado do gigantesco desenho em forma de colibri, feito pelos antigos peruanos no ano 200 a.C

Por Redação*  

A ministra da Cultura do Peru, Diana Álvarez Calderón, informou, na última segunda-feira (19), que o país denunciou em ação civil o Greenpeace e tentará fazer a ONG pagar indenização pelos danos causado às linhas de Nazca, tombadas como patrimônio mundial pela Unesco.

“O Greenpeace será considerado terceiro civilmente, responsável pelos danos causados às linhas e, portanto, deve cobrir as despesas com o trabalho de especialistas peruanos”, afirmou Calderón à emissora RPP Noticias.

A ministra adiantou, ainda, que serão tomadas ações penais contra três pessoas da organização que estiveram no local. “Temos ações legais a caminho e ações legais civis contra esta mesma organização”, declarou. Embora não tenha especificado o valor da reparação exigida do Greenpeace, tampouco divulgado os nomes dos suspeitos, Calderón afirmou que uma equipe de especialistas visitará os geoglifos nos próximos dias para determinar de que forma pode resolver o dano.

No último dia 8 de dezembro, o grupo ambientalista instalou, ao lado do gigantesco desenho em forma de colibri, feito pelos antigos peruanos no ano 200 a.C, letras de tecido amarelo com a mensagem “Time for change: The future is renewable” (“Tempo de mudança: o futuro é renovável”, em português). A intervenção pode ser vista apenas do alto.

Segundo o Greenpeace, a ação, que gerou intensa polêmica, pretendia chamar a atenção de representantes de 195 países reunidos em Lima por conta da Conferência sobre as Mudanças Climáticas (COP–20), organizada pela ONU de 1º a 14 de dezembro.

*Com informações da France Presse e AFP

(Foto: Thomas Reinecke/Greenpeace)



No artigo

x