Nigéria: entre petróleo, terrorismo e #hashtags

Queda no preço do petróleo, ações brutais do Boko Haram e pressão internacional contra o governo de Goodluck Jonathan aumentam o clima de incertezas enquanto as eleições se aproximam no país africano

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Queda no preço do petróleo, ações brutais do Boko Haram e pressão internacional contra o governo de Goodluck Jonathan aumentam o clima de incertezas enquanto as eleições se aproximam no país africano

Por Vinicius Gomes, com informações do Foreign Policy Blog

Enquanto o mundo estava de luto  pelos ataques em Paris no inicio do ano, uma tragédia de brutalidade indizível ocorria na Nigéria, onde um vilarejo foi praticamente dizimado pelo Boko Haram. O massacre começou após uma criança ter sido enviada com uma bomba presa a seu corpo para neutralizar um posto de segurança militar. Uma vez que este posto foi eliminado, o vilarejo foi invadido por combatentes e destruído.  O governo nigeriano afirmou que foram 150 mortos, mas a Anistia Internacional alega que o número é muito maior. Estima-se que quase 2 mil pessoas foram assassinadas.

A Nigéria é um dos maiores – e mais problemáticos – produtores de petróleo do mundo. Com o país dividido religiosamente, a principal área produtora é predominantemente cristã, ao sul do país, que também difere economicamente quando comparada às regiões não-cristãs, ao norte. O governo nigeriano é, de certa forma, estável, mas tem sido criticado por não desafiar as forças do Boko Haram, especialmente diante dos sequestros de garotas e recentes assassinatos por toda a região. Temendo problemas na economia, o governo tem trabalhado para  evitar qualquer discussão mais profunda sobre o caso.

A recente queda no preço do petróleo também pode ter um efeito negativo nesse combate da Nigéria contra o Boko Haram. Exceto pela assistência militar internacional, as forças armadas parecem não ter a capacidade de lidar com o grupo, fato esse evidenciado ainda mais após a “campanha” mundial #bringbackourgirls.

As eleições nigerianas se aproximam e o futuro do país permanece incerto com todas essas crises se acumulando.

Foto de Capa: Reprodução



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