Evo Morales: na Bolívia mandam os índios, e não os estrangeiros

Na cerimônia de posse de seu terceiro mandato, o presidente boliviano destacou os impressionantes avanços econômicos e sociais de seus dois primeiros mandatos que, em suas palavras, fizeram com que o país passasse a ser “respeitado” pelos demais

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Na cerimônia de posse de seu terceiro mandato, o presidente boliviano destacou os impressionantes avanços econômicos e sociais de seus dois primeiros mandatos que, em suas palavras, fizeram com que o país passasse a ser “respeitado” pelos demais

Por Redação, com informações de TeleSur

Evo Morales assumiu nesta quinta-feira seu terceiro mandato consecutivo à frente do Estado Plurinacional da Bolívia diante do Legislativo do país. O atual presidente venceu a reeleição no ano passado com mais de 60% dos votos.

Após sua ratificação, Evo Morales admitiu estar emocionado por assumir novamente seu mandato à frente da nação. “Tenho uma enorme responsabilidade de assumir por mais cinco anos, graças à luta do povo boliviano e dos movimentos sociais.”

Ele destacou os nove anos do Estado Pluriancional, o que, em suas palavras, “demonstra que temos democracia e estabilidade política”. Também ressaltou que em um curto espaço de tempo foi modificada a situação social e econômica do país, ainda que tenha observado que se trata de um processo pendente de aprofundamento e conclusão.

Êxitos de sua gestão

Morales citou dados econômicos e sociais que mostram o progresso do país durante suas duas primeiras gestões. O crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) entre os anos de 2005 até 2014, por exemplo, foi em média de 5,1%. Sobre a desigualdade, ressaltou que, em 2005, os 10% mais ricos tinham 128 vezes mais renda que os 10% mais pobres, sendo que em 2013 a diferença se reduziu para 42 vezes. “Isto é socialismo”, disse Evo.

A respeito do salário-mínimo, recordou que ele permaneceu sem ganhos reais durante oito anos, mas que em sua gestão subiu 227%. “Já não somos o último país”, afirmou. Todas essas políticas, programas sociais e econômicos permitiram que a Bolívia não seja somente conhecida, mas respeitada. É a luta dos movimentos sociais. Temos um Estado Pluriancional digno”, sustentou o mandatário boliviano.

Em matéria de educação, números indicam que a evasão escolar caiu para 1,5% na educação básica e a 4% no ensino médio. Para Evo, um dos mais relevantes êxitos de seu governo foi a evolução tecnológica. A gama de avanços incluiria desde um satélite até a “libertação científica”, referência ao incentivo dado à economia do conhecimento, dependendo menos da importação de tecnologia estrangeira.

Foto: G.Jallasi/ ABI



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