Novo Congresso é conservador socialmente e liberal economicamente, afirma Diap

Segundo o levantamento, os parlamentares que nunca exerceram mandato ou cargo público limitam-se majoritariamente a milionários ou endinheirados, religiosos - especialmente evangélicos -, policiais e apresentadores de programas tidos como sensacionalistas.

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Segundo o levantamento, os parlamentares que nunca exerceram mandato ou cargo público limitam-se majoritariamente a milionários ou endinheirados, religiosos – especialmente evangélicos -, policiais e apresentadores de programas tidos como sensacionalistas

Por Redação*

A 6ª edição do estudo Radiografia do Novo Congresso, do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), chegou à conclusão de que a formação do Congresso Nacional que será empossada no próximo domingo (1º) é pulverizada partidariamente, liberal economicamente, conservadora socialmente, atrasada do ponto de vista dos direitos humanos e temerária em questões ambientais.

Segundo o levantamento, os parlamentares que nunca exerceram mandato ou cargo público limitam-se majoritariamente a milionários ou endinheirados, religiosos – especialmente evangélicos -, policiais e apresentadores de programas tidos como sensacionalistas. Do outro lado, o número de parlamentares que defendem os trabalhadores foi reduzido de 83 para apenas 50 deputados e nove senadores.

A bancada empresarial continuará sendo a mais expressiva. Serão empossados amanhã 250 deputados federais e senadores que têm como pauta a defesa do setor produtivo. Com características mais conservadoras em relação às pautas sociais, o novo Congresso é mais liberal que o atual do ponto de vista econômico, com presença maior de parlamentares que defendem que o Estado não deve atuar no setor, nem como regulador, nem como produtor e fornecedor de bens ou serviços.

Em relação à proteção do meio ambiente, houve redução do número de parlamentares ambientalistas e o aumento da bancada ruralista, com forte presença do agronegócio. Quanto à bancada feminina na próxima legislatura, o ligeiro aumento não deve representar equilíbrio na representação entre mulheres e homens no legislativo federal.

Em 2014, foram eleitas 51 deputadas, seis a mais em comparação à bancada de 45 deputadas eleitas em 2010, o que significa um aumento de 10% na representação feminina na Câmara dos Deputados. No Senado, a representação feminina a partir de 2015 contará com 13 mulheres, uma a mais do que a bancada eleita em 2010, que foi de 12 senadoras.

* Com informações da Agência Brasil



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