Eduardo Cunha dá início à CPI da Petrobras

O gesto do presidente da Casa foi comemorado pelos oposicionistas. De outro lado, o deputado Afonso Florence (PT-BA) pediu que a comissão sirva ao país e não apenas a interesses políticos.

652 0

O gesto do presidente da Casa foi comemorado pelos oposicionistas; de outro lado, o deputado Afonso Florence (PT-BA) pediu que a comissão sirva ao país e não apenas a interesses políticos

Por Redação

Menos de uma semana depois de assumir como presidente da Câmara, o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) leu, na manhã desta quinta-feira (5), o ato de criação da CPI da Petrobras. Ontem, foi confirmado o número de 182 assinaturas para criar o colegiado, pouco mais do que as 171 necessárias.

A Comissão terá 26 membros titulares e 26 suplentes, mais um titular e um suplente atendendo ao rodízio entre as bancadas não contempladas. Cunha irá enviar um ofício para os líderes partidários indicarem integrantes. Na primeira reunião, será eleito o presidente, que determinará o relator. A intenção da CPI é investigar um suposto esquema de desvios de recursos públicos na Petrobras.

O gesto do presidente da Casa foi comemorado pelos oposicionistas, como o deputado Antonio Imbassahy (PMDB-BA), que afirmou ser essa uma forma de apurar irregularidades na estatal, que está “desmoralizada”. De outro lado, o deputado Afonso Florence (PT-BA) subiu à tribuna para criticar o que considerou uma postura desrespeitosa da oposição e pediu que a comissão “não seja um instrumento da política, mas da República, do poder Executivo, de investigação, de punição”.

No ano passado, a CPMI da Petrobras, composta de deputados e senadores, já havia investigado as denúncias da Operação Lava Jato, da Polícia Federal, por quase sete meses. Após 23 reuniões, foi aprovado em 18 de dezembro o relatório do deputado Marco Maia (PT-RS), que pediu o indiciamento de 52 pessoas; entre elas o ex-diretor de Abastecimento da estatal, Paulo Roberto Costa. Desse total, 23 já eram réus em processos na Justiça Federal do Paraná, derivados da Lava Jato.

Foto de capa: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados



No artigo

x