Aldemir Bendine será o novo presidente da Petrobras

Bendine esteve à frente do Banco do Brasil desde 2009 e assume o comando da estatal, dois dias após a renúncia da ex-presidenta Graça Foster.

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Bendine esteve à frente do Banco do Brasil desde 2009 e assume o comando da estatal, dois dias após a renúncia da ex-presidenta Graça Foster

Por Redação

Dilma Rousseff escolheu o nome de Aldemir Bendine como novo presidente-executivo da Petrobras. A decisão foi tomada dois dias após a renúncia de Graça Foster no comando da estatal. Bendine é o atual presidente do Banco do Brasil e não tinha entrado, até então, nas especulações que giravam em torno do cargo, que previam indicações como o ex-presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, e os presidentes da Vale, Murilo Ferreira, e do BNDES, Luciano Coutinho. Prevaleceu, no entanto, a escolha pessoal de Rousseff.

O conselho de administração da companhia está reunido em São Paulo para bater o martelo sobre a escolha. O anúncio oficial, no entanto, só deve ser feito depois do fechamento do mercado, por volta das 17h30.

Bendine – ou “Dida”, como é conhecido – está à frente do Banco do Brasil desde 2009 e afirma não ter ligação com partidos políticos. Nascido em Paraguaçu Paulista (SP), o executivo de 51 anos é funcionário de carreira do banco, tendo começado como estagiário, em 1978, e foi efetivado em 1982, por meio de concurso público.

Formado em Administração de Empresas e pai de duas filhas, Dida foi assessor na Superintendência II de São Paulo, gerente-executivo da Diretoria de Varejo do BB (Soluções do mercado de cartões para o segmento corporativo), e secretário-executivo do Conselho Diretor do BB, chegando a vice-presidente do setor de Varejo do banco em dezembro de 2006. Ele recebeu, no ano passado, o título de cidadão benemérito de Paraguaçu Paulista e foi considerado pela revista Época um dos 100 brasileiros mais influentes do ano de 2009.

Uma das características de Bendine, que provavelmente influenciou na decisão da presidenta, é a capacidade de gerenciar crises. Isso ficou claro quando foi escolhido para comandar o Banco do Brasil, em substituição a Antônio Francisco Lima Neto, criticado pelo então presidente Lula diante das taxas de juros praticadas pela instituição. Assim, assumiu o desafio de expandir o crédito para auxiliar a retomada da economia, reduzir as taxas de juros e consolidar a posição da instituição como o maior banco do País. Com a Petrobras, não será diferente. O objetivo, agora, é retomar a credibilidade e a força da maior estatal brasileira.

Foto: Valter Campanato/ABr



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