A Guantánamo de Curitiba, denunciada por Paulo Henrique Amorim

Jornalista teve acesso a carta escrita por um advogado que atua na operação Lava Jato; no documento, há relatos do dia a dia dos presos na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, onde seriam vítimas de violações de direitos humanos.

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Jornalista teve acesso a carta escrita por um advogado que atua na operação Lava Jato; no documento, há relatos do dia a dia dos presos na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, onde seriam vítimas de violações de direitos humanos

Por Redação

Na última sexta-feira (6), o jornalista Paulo Henrique Amorim, do portal Conversa Afiada, publicou vídeo em que narra as péssimas condições dos presos pela Operação Lava Jato em Curitiba. De acordo com ele, as denúncias estariam em uma carta escrita por um advogado que atua na operação.

Enquanto lê o documento na íntegra em frente às câmeras, Amorim chama a Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, onde estão os réus, de “Guantánamo do juiz Moro”, em alusão ao presídio militar norte-americano, famoso pelas sucessivas violações de direitos humanos de seus presos políticos.

Segundo as palavras escritas pelo advogado, que não é identificado, os homens, mantidos sob prisão provisória há praticamente três meses, são obrigados a urinar e defecar em “buracos no chão” no canto das celas, nos quais não há descarga. A comida é servida em horários alternados, “para confundir seu horário biológico”. Aos sábados e domingos, eles não têm direito a banho, pois o chuveiro – de água fria – fica em instalações externas, e não há policiais para levá-los até lá. Além disso, os presos são vítimas de constante terror psicológico, praticado pelos agentes responsáveis por vigiá-los – alguns mentem sobre os acontecimentos recentes da operação para aterrorizá-los. Sobretudo, “traçam um perfil brutal, implacável, do juiz [Sérgio] Moro, dizendo que a história dos brasileiros será contada num ‘antes e depois’ da Lava Jato”.

“Não estamos falando do Brasil de 1938, das Masmorras de Filinto Müller, que deportou Olga Benário Prestes grávida para a Alemanha nazista, onde ela morreu no fogo crematório de um campo de concentração de Lichtenburg. Nem estamos falando do DÓI-CÓDI de1972, quando o capital Albernaz utilizou ratos, inseridos nas vaginas das prisioneiras, para extrair-lhes confissões”, escreve o advogado anônimo. “Estamos falando do inferno versão 2015 no verão frio de Curitiba, pelas mãos e o ódio de um juiz de primeira instância – o juiz do Brasil.”

Assista abaixo o vídeo:



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