Autoridades acusam ação contra Cristina Kirchner de golpe judiciário e midiático

A denúncia formulada por Nisman e utilizada em pedido de indiciamento da presidente padece de falta de fundamento jurídico, se baseia em interesses políticos e é sustentada pelo Grupo Clarín, acusam aliados

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A denúncia formulada por Nisman e utilizada em pedido de indiciamento da presidente padece de falta de fundamento jurídico, se baseia em interesses políticos e é sustentada pelo Grupo Clarín, acusam aliados

Por Rede Brasil Atual

O pedido de indiciamento da presidenta da Argentina, Cristina Kirchner, é uma “escalada antidemocrática gravíssima e evidente”, em que “os setores conservadores do país têm um plano para desestabilizar a presidente e contam para isso com os serviços do pior do Poder Judiciário e da maior empresa de mídia do país”. A avaliação é de Martin Sabbatella, presidente da Autoridade Federal de Serviços de Comunicação Audiovisual da Argentina (Afsca), agência responsável por fiscalizar o cumprimento da lei de meios. Sabbatella se baseia em análises de juristas, integrantes dos ministério público e organismos internacionais, como a Interpol, que têm levantado a fragilidade dos elementos processuais que compõem a ação.

O pedido foi feito pelo promotor Gerardo Pollicita, na última sexta-feira (13), acolhendo denúncias que vinham sendo reunidas pelo também promotor Alberto Nisman, apresentadas por ele quatro dias antes de ser encontrado morto em seu apartamento, em 18 de janeiro. Nisman era responsável pelo processo em que acusa Cristina de ter acobertado responsáveis pelo atentado terrorista à Associação Mutual Israelita Argentina (Amia), em 1994.

Para o presidente da Afsca, o fato de o governo que “mais fez e faz” pelo esclarecimento do atentado ser acusado de encobrir informações “só encontra explicação numa desesperada busca dos setores reacionários em derrubar a presidenta e afastá-la da sociedade”. Martin Sabbatella reforça: “Querem desgastar Cristina, afastá-la do povo, roubar-lhe sua capacidade de seguir conduzindo a força que transformou o país desde 25 de maio de 2003, porque buscam recuperar os privilégios que perderam e retomar as políticas de ajuste e concentração de riqueza encerradas por Nestor Kirchner há 11 anos”.

A denúncia apresentada pelo procurador Alberto Nisman contra a presidenta vem sendo classificada no meio jurídico e institucional como uma “bagunça jurídica”. Em resposta ao possível uso político do processo por parte da oposição ao kirchnerismo – num momento em que o país caminha para eleições presidenciais, em novembro – especialistas consultados sobre a acusação de Nisman têm dito que o processo padece de falta de provas, evidências e que o volume de denúncias reunidas e apresentadas não têm qualificação para constitui “delito”. “Fica claro que essa medida é uma ação a mais de um golpe midiático que está em curso”, diz Sabbatella.

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