Ricardo Melo: parecer de Ives Gandra é “fiasco político e jurídico”

Em artigo publicado pela Folha de S. Paulo, jornalista critica tentativa do jurista de "conferir respeitabilidade acadêmica" à tentativa de impeachment da presidenta Dilma Rousseff: "é espantoso que mesmo um simples advogado se preste a serviço tão canhestro"

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Em artigo publicado pela Folha de S. Paulo, jornalista critica tentativa do jurista de “conferir respeitabilidade acadêmica” à tentativa de impeachment da presidenta Dilma Rousseff: “é espantoso que mesmo um simples advogado se preste a serviço tão canhestro”

Por Redação

Na edição desta quinta-feira (19) da Folha de S. Paulo, o jornalista e colunista Ricardo Melo publicou texto condenando os pedidos de impeachment contra a presidenta Dilma Rousseff (PT). Ele foi um dos oito convidados pelo jornal a opinar sobre quatro temas, em ação de comemoração aos 94 anos do veículo.

No artigo, Melo responde à pergunta “A presidente Dilma deve sofrer ação de impeachment em decorrência do escândalo da Petrobras?”. Enquanto ele defendeu a posição do “não”, Reinaldo Azevedo, colunista da revista Veja, sustentou o “sim”.

O jornalista criticou, sobretudo, o parecer do professor Ives Gandra Martins, que vasculhou a lei na tentativa de encontrar argumentos que justificassem a queda de Dilma. “A operação resultou num fiasco tanto jurídico como político”, escreveu Melo. “É espantoso que mesmo um simples advogado se preste a serviço tão canhestro. (…) Realmente o papel aceita tudo, inclusive delírios travestidos de parecer jurídico.”

Melo ainda ironiza o que chama de “judicialização” da política. “Nem no Paraguai se chegou a tanto. Mas o país do domínio do fato vem se especializando em ‘judicializar’ a política, em assistir aos sem voto recorrer a tribunais. Juízes, afinal, não são eleitos; muitos saem bem mais em conta do que esforços de campanha. É a ‘democracia’ dos sonhos dos poderosos e endinheirados, sem o povo para atrapalhar”, considera.

Leia aqui o texto completo.

(Foto: Oswaldo Corneti/Fotos Públicas)



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