Após prisão de cultivadores, hahstag #VamosPlantarMaconha vira tendência no Twitter

Músico da banda Cone Crew Diretoria foi preso com quatro pés e autuado por tráfico de drogas; #QueremosCertLivre também é destaque na rede

1016 0

Músico da banda Cone Crew Diretoria foi preso com quatro pés e autuado por tráfico de drogas; #QueremosCertLivre também é destaque na rede

Por Redação

Músico Cert foi autuado por tráfico de drogas (Divulgação)
Músico Cert foi autuado por tráfico de drogas (Divulgação)

Enquanto alguns estados norte-americanos aprovam a legalização do uso recreativo e medicinal da Cannabis e a ONU recomenda a descriminalização de entorpecentes, no Brasil, a guerra às drogas dá um passo atrás. Cultivadores para o próprio consumo têm sido presos e autuado como traficantes.

No último domingo (22), o músico André da Cruz Teixeira Leite, conhecido como Cert, do grupo de Rap Cone Crew Diretoria, foi detido e levado para a 96ª DP, em Miguel Pereira, no Rio de Janeiro. Cert foi denunciado pela própria sogra e a polícia civil encontrou quatro pés de maconha em seu condomínio. Ele será atuado por tráfico de drogas.

Nas redes sociais, duas hashtags #VamosPlantarMaconha e #QueremosCertLivre alcançaram o primeiro e segundo lugar nas tendências do Twitter, na tarde desta terça-feira (24).

Em nota, a Cone Crew Diretoria alega que repudia o tráfico de drogas e critica a lei atual “estúpida e ineficaz”. “Cantor não é traficante e nem precisa disso pra viver, é um trabalhador como vários outros pais de família que levam a vida de forma honesta e são apenas usuários.”

O Coletivo DAR, que luta pela descriminalização, também denuncia a recente onda de prisões de cultivadores de maconha no Rio de Janeiro. “Entre os presos na Operação do Leme ao Pontal, realizada na semana passada, está Flávio Dilan, que sofre de epilepsia e planta o seu remédio (cannabis) em casa.”

Flávio Dilan é ativista do Growroom, grupo que defende o cultivo próprio de maconha desde 2002. Em 2008, ele já havia sido detido junto com os ativistas William Lantelme Filho (Growroom), Raoni Mouchoque (Radio Legalize) e Renato Cinco (hoje Vereador pelo PSOL-RJ) por estar panfletando a Marcha da Maconha.

“Os cultivadores de maconha não podem seguir encarcerados, da mesma forma que todos os demais presos por esse nefasto moinho de moer gente chamado ‘guerra às drogas’. Afinal, estão todos lá por culpa de uma lei absurda que classifica certas substâncias como ilegais e, na prática, acaba por classificar pessoas como ‘traficantes’ e ‘usuários'”, reforça o coletivo DAR.



No artigo

x