Março será o mês do hip-hop em São Paulo

Durante todo o mês serão realizadas mais de 500 atividades na capital paulista como shows, oficinas e debates sobre juventude, racismo institucional e garantia de direitos

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Durante todo o mês serão realizadas mais de 500 atividades na capital paulista como shows, oficinas e debates sobre juventude, racismo institucional e garantia de direitos

Teve início ontem (2) na cidade de São Paulo o “Mês do Hip Hop”, ação que tem como objetivo aumentar a visibilidade e disseminar a cultura por todas as regiões da cidade. Até o dia 28 de março, 40 Centros Educacionais Unificados (CEUs) receberão oficinas, apresentações e encontros entre artistas de diferentes países com o objetivo de efetivar a lei municipal 14.485/2007, que instituiu a Semana do Hip Hop, além de proporcionar a troca de experiências e valorizar esse gênero musical.

Às sextas-feiras, nos espaços chamados Polos, serão realizadas mesas redondas com o tema “Genocídio Contra a Juventude Preta, Pobre e Periférica”. Aos finais de semana, artistas locais se apresentam em shows espalhados pelas zonas leste, norte, oeste e sul.

“Se nós não nos valermos da cultura, se nós não nos valermos da arte, das manifestações espontâneas de São Paulo, não vamos mudar o quadro de violência nessa cidade. Não adianta fazer campanha, não adianta usar um discurso racional. Às vezes nem a escola consegue educar da maneira como a gente gostaria, é a cultura que vai transformar”, afirmou o prefeito Fernando Haddad (PT).

Com o tema “De Las Calles para as Ruas – Salve! Abdias do Nascimento e Rainha Aqualtune”, os principais homenageados desta edição são Abdias do Nascimento, em referência ao seu centenário, e Aqualtune, princesa do Congo, mãe de Ganga Zumba e Gana Zona, chefes dos mocambos mais importantes do Quilombo dos Palmares.

Confira a programação completa do “Mês do Hip Hop”

Foto: Leon Rodrigues / Secom



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