Mulheres atacadas com ácido viram estrelas de calendário na Índia

A iniciativa tenta dar visibilidade a um grave problema que acomete a Índia: os ataques constantes às mulheres do país, que veem seus corpos deformados por efeito de ácidos; as fotos representam as profissões que elas têm ou gostariam de ter antes da tragédia.

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A iniciativa tenta dar visibilidade a um grave problema que ocorre no país: os ataques constantes às mulheres, que veem seus corpos deformados por efeito de ácidos; as fotos representam as profissões que elas têm ou gostariam de ter antes da tragédia

Por Redação*

A organização não governamental Stop Acid Attacks lançou ontem (8) um calendário diferente para o Dia Internacional da Mulher. A iniciativa tenta dar visibilidade a um grave problema que acomete a Índia: os ataques constantes às mulheres do país, que têm seus corpos deformados por efeito de ácidos.

Em geral, este tipo de agressão é cometido como vingança ou quando a vítima não apresenta um comportamento considerado compatível com as normas vigentes. Na Índia, o frasco de ácido de 1 litro é muito acessível – custa apenas 30 rúpias (R$ 1,46) e é frequentemente utilizado na limpeza de banheiros ou encanamentos.

Um dos rostos retratados no calendário foi o de Sonia, de 30 anos, atacada com ácido em 2004 por um vizinho após uma discussão. Outra é Geeta, de 44 anos, cujo ex-marido lhe jogou ácido há duas décadas. Na ocasião, seu filho de poucos meses morreu, e outra filha ficou deformada e cega.

As fotos representam as profissões que essas mulheres têm ou gostariam de ter, antes da tragédia, e buscam fortalecer a autoestima para que possam refazer a vida da melhor forma possível. Segundo a organização da campanha, a ONG espera alcançar 100 milhões de pessoas pelas redes sociais e arrecadar fundos para continuar oferecendo ajuda média, legal laboral às vítimas.

De acordo com a entidade, embora a Corte Suprema da Índia tenha dificultado, em 2013, a venda de ácido e decidido que o governo deve compensar cada vítima com 300 mil rúpias (R$ 14,6 mil), as medidas não foram colocadas efetivamente em prática.

Confira abaixo algumas fotos:

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* Com informações da Agência Efe

Fotos: Divulgação



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