“Impeachment é como bomba atômica: é para dissuadir, não para usar”, diz FHC

Tanto o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso quanto o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, vieram a público se posicionar contra o impeachment de Dilma Rousseff. Para o deputado do PMDB, a tentativa seria considerada um “golpe”: “ela foi eleita legitimamente, tem um mandato a cumprir”.

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Tanto o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso quanto o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, vieram a público se posicionar contra o impeachment de Dilma Rousseff. Para o deputado do PMDB, a tentativa seria considerada um “golpe”: “ela foi eleita legitimamente, tem um mandato a cumprir”

Por Redação

Embora o movimento golpista contra a presidenta Dilma Rousseff tente pressionar a população a favor do impeachment, parte da própria oposição ao governo começa a recuar. Pelo menos foi o caso do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, ele disse que o PT atribui esse movimento ao PSDB, o que não seria verdade. Para ele, a manifestação marcada para o dia 15 de março seria resultado das redes sociais e outros setores, sem ligação direta com partidos.

O ex-presidente tucano voltou a afirmar que é contra a retirada de Dilma do poder. “Impeachment não é uma coisa desejável e ninguém se propõe a liderar isso. O PT usa o impeachment para dizer que o PSDB quer, mas não é verdade. O impeachment é como bomba atômica, é para dissuadir, não para usar”, destacou.

Outro que se colocou contra o impeachment de Dilma foi o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que classificou a tese como um “golpe”. “Acho que isso é golpe. Ela foi eleita legitimamente, tem um mandato a cumprir. Aqueles que votaram nela e porventura se arrependeram deveriam ter esse juízo de valor antes de votar, e terão a oportunidade de rever na próxima eleição”, declarou.

Segundo ele, a ideia não terá eco na Câmara. Sobre o “panelaço” ocorrido no último domingo (8) e o protesto marcado para o próximo dia 15, o deputado acredita que isso é um direito, desde que os manifestantes não busquem a “ruptura da institucionalidade”, como seria o caso do impeachment, na sua opinião.

Foto de capa: Agência PSDB e Agência Brasil



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