“Sem panelaço” faz contraponto à imprensa sobre protestos contra Dilma

Internauta criou uma página mapeando os locais onde não houve manifestações contra a presidenta no último domingo: "O movimento foi restrito a pequenos grupos em bairros específicos. Há uma tentativa de usar essa pequena amostragem como faísca para insuflar artificialmente a massa".

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Internauta criou uma página mapeando os locais onde não houve manifestações contra a presidenta no último domingo: “O movimento foi restrito a pequenos grupos em bairros específicos. Há uma tentativa de usar essa pequena amostragem como faísca para insuflar artificialmente a massa” 

Por Ivan Longo 

Depois da cobertura do Fantástico neste domingo (8) à noite, a impressão que dava é que o Brasil estava em pleno levante contra a presidenta Dilma Rousseff. Na manhã seguinte, jornais, programas de televisão e páginas na internet davam imenso destaque ao curioso protesto realizado no interior dos apartamentos de alguns lugares do país.

A página mapeia os lugares em que não houve protesto para fazer contraponto à cobertura insuflada da imprensa. (Reprodução)
A página mapeia os lugares em que não houve protesto para fazer contraponto à cobertura insuflada da imprensa (Reprodução)

Enquanto isso, na internet, um pernambucano já entendia o que estava acontecendo e, menos de 24 horas após o protesto, estava no ar a página “Sem panelaço”, que aponta quais foram os lugares no país em que não houve a manifestação.

“Surgiu para fazer contraponto à cobertura da imprensa, que deu destaque ao ‘panelaço’ como se ele tivesse acontecido em todo o país, quando na verdade ocorreu apenas em locais específicos”, explica Josué Lemos, criador da página e estudante de Ciência da Computação.

Com mais de 2 mil likes e crescendo constantemente desde sua criação, a “Sem panelaço” funciona com a ajuda de internautas, que enviam relatos dos locais onde eles moram e descrevem resumidamente como estava a situação no domingo à noite.

Para Lemos, as manifestações realizadas contra Dilma representaram o “comportamento infantil de uma pequena amostragem da população” e que o que foi mostrado pela imprensa tradicional “não é unanimidade e não representa toda a sociedade”.

Com os depoimentos que vem recebendo, o estudante afirma que já é possível concluir o que previa. “O movimento foi restrito a pequenos grupos em bairros específicos. Há uma tentativa de usar essa pequena amostragem como faísca para insuflar artificialmente a massa”, explica. 

Foto: Reprodução/Facebook 

 



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