Indignados, Sheherazade e Villa discutem ao vivo com Aloysio Nunes sobre impeachment

Indignados em ver um membro da oposição ir contra a tentativa de derrubar a presidenta, os entrevistadores da Jovem Pan passaram a pressionar o senador a todo instante sobre o porquê dessa atitude. “O impeachment não ocorre quando um presidente cai na popularidade; isso...

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Inconformados em ver um membro da oposição ir contra a tentativa de derrubar a presidenta, os entrevistadores da Jovem Pan passaram a pressionar o senador a todo instante sobre o porquê dessa atitude. “O impeachment não ocorre quando um presidente cai na popularidade; isso não é condição suficiente”, rebateu o tucano

Por Redação

O clima esquentou, nesta terça-feira (10), entre os comentaristas da Jovem Pan Rachel Sheherazade e Marco Antonio Villa e o entrevistado Aloysio Nunes, senador pelo PSDB de São Paulo. O objetivo da conversa era repercutir a postura do político, que se colocou contra o impeachment da presidenta Dilma Rousseff, afirmando que preferia fazer a petista “sangrar” nos próximos quatro anos.

Aparentemente indignados em ver um membro da oposição ir contra a tentativa de derrubar a presidenta, os entrevistadores passaram a pressioná-lo a todo instante sobre o porquê dessa atitude. Primeiro, Villa afirmou que essa foi a posição adotada por Fernando Henrique Cardoso em 2005, quando utilizou inclusive a mesma expressão, ao dizer que “sangraria” o então presidente Luiz Inácio da Silva até o fim de seu mandato. A resposta, porém, foi dada nas urnas e Lula foi reeleito sem grandes dificuldades.

Segundo o comentarista, o ato foi um equívoco do PSDB, que acabou fazendo com que o PT se tornasse ainda mais forte. O senador não se intimidou ao ser questionado e disse que, tanto em 2005 quanto agora, não há condições políticas nem justificativas convincentes para defender um impeachment, já que não houve comprovação de envolvimento de Dilma com as recentes denúncias de corrupção.

“O impeachment não ocorre quando um presidente cai na popularidade. Isso não é condição suficiente para o impeachment, senão todo presidente impopular seria tirado do poder. Você sabe disso”, rebateu. Diante da insistência de Villa no assunto, Nunes foi categórico: “Não se esqueça que propor impeachment é faculdade de qualquer cidadão brasileiro. Se você acha que tem que propor agora, porque você não propõe?”, perguntou.

No meio do embate, é a vez de Rachel Sheherazade entrar no assunto. Crítica ferrenha do atual governo e conhecida por sua postura mais conservadora, a jornalista questionou Aloysio Nunes se não seria contraditório apoiar as manifestações do próximo dia 15, se ele próprio se colocava contra o impeachment. Nunes explicou que não são todos os grupos da oposição que defendem a derrubada de Dilma e que ele se alinha com os movimentos que pressionam a presidenta, mas sem medidas extremas como essa.

Ouça a entrevista na íntegra aqui.



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