Editorial: Governo terá de escolher seu lado

O governo não tem outra opção ou ficará com a sexta-feira que mostrou sua força e deu provas de que pode ser muito maior em todo o Brasil se Dilma vier a apostar num governo mais popular.

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O governo não tem outra opção ou ficará com a sexta-feira que mostrou sua força e deu provas de que pode ser muito maior em todo o Brasil se Dilma vier a apostar num governo mais popular. Ou fica com a Globo, as estimativas da PM e boa parte do eleitorado de São Paulo que quer um governo liberal e conservador.

As ruas desde sexta não podem ser medidas apenas pela quantidade, mas também pelo que definiram de lados.

E elas foram claras. Aquele condomínio construído por Lula se mostrou pequeno para a luta de classes. Agora é a hora de deixar claros os motivos que levaram parte da sociedade a organizar um projeto político capaz de vencer as eleições quatro vezes no Brasil. Ou entregar os anéis e os dedos, assumindo uma posição covarde que só adiaria a derrota.

A primeira coisa que o governo terá de assumir é que a Globo é a sua principal adversária.

O que a emissora fez hoje é algo inédito do ponto de vista da história das comunicações. Ela organizou o ato de São Paulo desde às 8h da manhã, trabalhando com uma narrativa de que estava tudo pacífico. E que era uma multidão.

Também ficou claro que o movimento de hoje tem tom partidário. A própria Globo News informou que vários secretários de Alckmin estavam no ato. E a PM do governador fez as contas e achou 1 milhão na Paulista.

Dilma tem uma responsabilidade histórica em suas mãos. E ela passa pela redistribuição de renda.



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