“O país sai forte das manifestações”, afirma Dilma

Presidenta disse que os protestos são reflexo da consolidação da democracia no país: “quando eu vi centenas e milhares de cidadãos se manifestando, não pude deixar de pensar que valeu a pena lutar pela liberdade”. Pronunciamento foi feito durante cerimônia de sanção do novo...

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Presidenta disse que os protestos são reflexo da consolidação da democracia no país: “quando eu vi centenas e milhares de cidadãos se manifestando, não pude deixar de pensar que valeu a pena lutar pela liberdade”. Pronunciamento foi feito durante cerimônia de sanção do novo texto do Código de Processo Civil, no Palácio do Planalto

Por Redação

Nesta segunda-feira (16), a presidenta Dilma Rousseff falou sobre as manifestações ocorridas ontem contra o governo. Ela conversou com jornalistas durante a cerimônia de sanção do novo texto do Código de Processo Civil, no Palácio do Planalto, em Brasília.

Na ocasião, Dilma se emocionou ao dizer que os protestos são reflexo da conquista da democracia no país, após um longo período de ditadura militar. “Ontem, quando eu vi centenas e milhares de cidadãos se manifestando, não pude deixar de pensar que valeu a pena lutar pela liberdade, valeu a pena lutar pela democracia. Este país está mais forte que nunca”, ressaltou a presidenta, que foi presa política durante os anos de chumbo.

Ela reforçou que irá atuar com “humildade” e “firmeza” no diálogo com a sociedade e que pretende anunciar em breve medidas que intensifiquem o combate à corrupção. Questionada sobre a declaração do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) de que esse tipo de irregularidade haveria no Executivo, e não no Legislativo, Dilma disse que é preciso ter “vigilância”. “A corrupção não nasceu hoje, é uma senhora bastante idosa nesse país e ela não poupa ninguém, pode estar em qualquer área, inclusive no setor privado”, destacou.

A presidenta abordou ainda os ajustes feitos na economia e defendeu as medidas como necessárias para impedir uma crise no setor, reforçando que o governo fez o possível para superar o processo de retração que vinha sendo apresentado. “Nós fizemos todo o possível. Colocamos o plano de sustentação do investimento com taxa de juros em alguns momentos de 2,5%, nós desoneramos a folha. No início, a gente só ia desonerar os setores mais afetados, depois há uma piora da situação. Nós fizemos todo o esforço para garantir emprego e renda. O processo veio se agravando (…) Daí a importância que o governo atribui aos ajustes e correções”, disse.

Dilma participou da cerimônia acompanhada dos ministros Aloizio Mercadante (Casa Civil) e José Eduardo Cardozo (Justiça), além do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Fux e do ex-presidente José Sarney.

Foto de capa: Roberto Stuckert Filho/PR

 

 

 



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