Governador tucano sai em defesa de Dilma: “O Brasil não pode ser vítima da intolerância”

Em discurso exaltado, o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), surpreendeu e deu declarações de apreço à presidenta: "Onde quer que eu esteja, continuarei a dizer essas palavras de respeito, de apoio a Vossa Excelência".

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Em discurso exaltado, o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), surpreendeu e deu declarações de apreço à presidenta: “Onde quer que eu esteja, continuarei a dizer essas palavras de respeito, de apoio a Vossa Excelência”

Por Redação* 

Em meio a um momento de polarização e constantes ataques da oposição ao governo Dilma Rousseff, um governador tucano foi na contramão do partido e, em discurso, saiu em defesa da presidenta.

Diferentemente do que fizeram alguns correligionários, como o senador Aloysio Nunes (PSDB) – que afirmou que queria ver Dilma “sangrar” -, o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), disse que defende a governabilidade da atual gestão federal e ainda demonstrou profundo respeito à reeleição de Dilma. A declaração foi dada em um evento de inauguração da BRT Norte-Sul, nesta quinta-feira (19), que contou com a presença de Dilma.

Perillo iniciou sua fala já adiantando que recebeu inúmeros conselhos de colegas de partido para não comparecer ao evento, mas que rechaçou a possibilidade.

“Eu disse que se eu, em todos os momentos, jamais concordei com a intolerância e com as injustiças em relação à presidenta, se eu sempre a recebi aqui respeitosamente, não vou temer comparecer a algum evento onde eventualmente algum claque pode me hostilizar. Venho aqui como governador legitimamente reeleito do estado de Goiás para receber uma presidente da República que foi legitimamente reeleita e que tem o meu apoio à sua governabilidade”, disse, arrancando aplausos da plateia petista, que antes o vaiava.

O tucano usou todo o seu tempo de discurso para enaltecer Dilma e firmar sua posição contrária aos atos de intolerância, desrespeito e tentativas de golpe contra a democracia que vêm sendo, eventualmente, compactuados por seus colegas de partido.

“O Brasil não pode ser vítima da intolerância, do desrespeito. Não pode ser vítima de minorias que não querem uma democracia onde o republicanismo possa prevalecer”, disse, reafirmando que seu respeito a Dilma vai além das questões partidárias.

“Onde quer que eu esteja, continuarei a dizer essas palavras de respeito, de apoio a Vossa Excelência (..) Não à intolerância, pela democracia no Brasil, pelo republicanismo e pelas muitas parcerias que temos hoje e ainda haveremos de ter daqui pra frente”, concluiu.

*Com informações da Folha de S. Paulo 

Foto: Wilson Dias/ABr 

 



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