Conheça RAIZ um Partido-Movimento para o Brasil

CARTA CIDADANISTA   NÓS SOMOS MUITOS e MUITAS. Feminino e masculino juntos. Brasileiras e Brasileiros. De todas as cores e identidades, gêneros e transgêneros. Índios, negras,...

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CARTA CIDADANISTA

 

NÓS SOMOS MUITOS e MUITAS. Feminino e masculino juntos. Brasileiras e Brasileiros. De todas as cores e identidades, gêneros e transgêneros. Índios, negras, brancos, amarelas, pardos, mamelucas, cafuzos, mestiças. Somos estudantes, trabalhadores, aposentados, empreendedores, jovens, anciãos, adultos, crianças.

Somos migrantes, viemos de todos os lugares, de todos os continentes, das cidades, das florestas, dos campos, das montanhas, dos rios, dos litorais. Somos diversidade, mistura, inclusão e exclusão, visíveis e invisíveis, desabrigo e acolhimento. E não paramos de chegar: haitianos, bolivianos, africanos de várias nações, chineses, sírios, gente de todas as partes.

Aqui estávamos quando outros vieram, aqui chegamos quando outros estavam, atravessamos oceanos e nos mesclamos. Estamos nas fábricas, lojas, escolas, oficinas, terras, ruas e redes; somos batalhadores, sonhadores, criativos, sofredores, esforçados, solidários, precários, inventivos e invisíveis. Vivemos, criamos, produzimos, inventamos, consumimos, desejamos, amamos, queremos, podemos. Tudo passa por nossas mãos, corações e mentes, até aquilo que não será nosso, até aquilo que não queremos e não conhecemos.

SOMOS MUITAS. E somos quem sustenta as minorias que se sustentam das maiorias. Darcy Ribeiro dizia: “o Brasil sempre foi, ainda é, um moinho de gastar gentes.     Construímo-nos queimando milhões de índios. Depois, queimamos milhões de negros. Atualmente, estamos queimando, desgastando milhões de mestiços brasileiros, na produção não do que eles consomem, mas do que dá lucro às classes empresariais”. Mas não só gente. Gastamos nossa fauna e flora, terra e água, nossa vida.

SOMOS MUITOS, mas nossa vontade não é respeitada. Somos a multiplicidade que produz, mas a riqueza que produzimos não é dividida conosco. Somos os que mais pagam impostos, mas eles não retornam na forma de serviços públicos de qualidade, com boa educação, boa saúde, boa segurança, boa moradia, bom lazer, boa cultura, bom transporte e boas cidades. Nem os bens e serviços que pagamos ao mercado nos são bem prestados. Falta fiscalização, falta qualidade, falta respeito. “Somos os 99%”. E estamos indignados.

Por isso fomos às ruas. Para espanto de todos, em meio ao asfalto, nasceu uma flor, uma flor com nossa cara, com nosso jeito, desencontrada, uma flor com a cara da multidão, singular e plural ao mesmo tempo; uma flor da revolta, da indignação, do nojo. Também uma flor da esperança.

Não nos escutaram. “Tanta coisa que não cabia em um cartaz”, tantas vozes em revolta, tanta gente junta, gritando do fundo da garganta, rompendo o silêncio. E ainda assim, não nos escutaram. Promessas vazias, ações paliativas. Muita repressão, perseguições, provocações; manipulações, marquetagem, cooptações. E não nos escutaram.

Podem mudar os rostos, os gestos, partidos ou siglas, mas ainda assim seguem sendo os mesmos a mandar e a tirar do povo. E quando outros rostos ganham força política, são cooptados para servir os que já mandam. É o que o país assiste de forma escancarada nas relações promíscuas entre casta econômica e a casta política. Nossa democracia é sequestrada pela força do dinheiro e corrompida pelo poder.

Definitivamente. Não nos escutaram. E continuam não escutando. As eleições de 2014 foram um jogo de ilusões. Ideias vazias, promessas vãs, mentiras, negociatas entre as castas econômicas e políticas. Independente de partido, o que tem havido a cada eleição, desde sempre no Brasil, tem sido o uso despudorado do poder e mesmo da democracia para favorecer privilégios econômicos e políticos, nunca uma democracia de verdade, jamais uma democracia real. Sempre os mesmos senhores.

Em que pese o processo de relativa estabilidade econômica e inclusão social desencadeado no Brasil nas duas últimas décadas, este período também teve um forte sentido regressivo, com diminuição do patrimônio público e da biodiversidade, aumento do endividamento do Estado, precarização do trabalho e, sobretudo, redução do horizonte utópico. O acesso aos bens não foi suficientemente acompanhado da oferta de serviços públicos de qualidade e muito menos no fortalecimento de valores como a solidariedade e a sustentabilidade. Confundiu-se inclusão social com consumismo, abandonando a ideia de emancipação.

Não queremos buscar o poder pelo poder, disputar aparatos, seja associações de moradores, sindicatos ou aparelhos do Estado, em que o poder deixou de ser um meio de transformação da realidade para tornar-se um fim em si mesmo. Para corresponder às expectativas da sociedade, não queremos repetir os modelos organizativos do passado. Queremos horizontalidade e interatividade nas instâncias deliberativas, garantindo o efetivo empoderamento das pessoas para uma nova forma de fazer política.

Queremos ser um ator político que se comunique com a “linguagem comum das ruas”, que se construa a partir das propostas e reivindicações que surgem das mobilizações sociais, ambientais, culturais e políticas, com a participação livre e aberta a qualquer cidadão.

O reconhecimento desta pluralidade não implica uma postura conciliatória em relação aos setores que estão comprometidos, de diferentes formas, com a manutenção do sistema de exploração e domínio em vigor, seja pela dominação ideológica, econômica ou política.    Esta dominação é articulada pela aliança escusa entre grandes corporações econômicas, midiáticas e financeiras e os governos que lhes são subalternos, por isso é necessário romper com falsas polarizações e buscar uma alternativa real e concreta de transformação social.

E para já !

A alternativa possível ao modelo vigente de globalização é a construção de uma cidadania planetária, que promova a cooperação e a solidariedade. Onde prevaleçam a identidade e os interesses dos povos, a eliminação das desigualdades socioeconômicas e o intercâmbio de toda diversidade cultural. É um processo lento, relacionado ao futuro da vida no planeta. Pois, independentemente da nacionalidade, somos habitantes do mesmo país, da mesma Terra.

Há que mudar a lógica do Sistema. “Os de acima abaixo e os de abaixo acima”, pois em uma democracia real “o povo manda e o governo obedece”. Ou assumimos este objetivo com coragem, clareza e determinação ou jamais mudaremos. E há exemplos de que pode ser assim. Da vitória do Syriza na Grécia ao Podemos da Espanha. Dos zapatistas no México à democracia direta na Islândia. Temos também os nossos vizinhos; a Bolívia, com a organização dos indígenas e pobres e o primeiro presidente indígena das Américas; o processo constituinte no Equador; o Uruguai da revolução tranquila; a cidade de Medellín, na Colômbia, antes conhecida pelo cartel das drogas e hoje reconhecida como a cidade mais inovadora do mundo.

O mundo todo está atento às novas formas de organização política, vinculados a movimentos desgarrados dos velhos aparelhos, representando novos ativismos, com uma práxis renovada e horizontal. Por isso, convidamos aqueles empenhados na busca de um “outro mundo possível” que se unam no esforço pela construção de uma alternativa política ampla, diversa e singular ao mesmo tempo. A construção de um Brasil a serviço de seu povo. O Brasil que queremos, podemos e faremos.

 

ÁRVORE

Raízes, Seiva, Tronco, Ramos, Folhas, Flores, Frutos

 

Raízes

 

Nossas raízes fincam nossos pés na terra. Raízes que nos ligam aos que nos antecederam e aqui se misturaram em amálgama, seja em seus corpos ou pensamentos. A partir de um método aberto e interativo para a construção de uma linguagem comum, formamos um pensamento novo a partir de nossas RAÍZES identitárias naquilo que de melhor se produziu em termos de valores e utopias:  – UBUNTU  – TEKO PORà – ECOSSOCIALISMO.

 

UBUNTU – “eu sou porque nós somos”.

 

A ética UBUNTU representa o rompimento com o individualismo. UBUNTU é pertencimento à unidade, interdependência e colaboração. Diálogo, consenso, inclusão, compreensão, compaixão, cuidado, partilha, solidariedade. “Eu sou porque você é” – “nós somos porque você é e eu sou”. Importa a dignidade de todos. Assumir UBUNTU é colocar emancipação e cidadania em novos patamares. E sua filosofia vem lá da África.

“A minha humanidade está presa e está indissoluvelmente ligada à sua. Eu sou humano porque eu pertenço. Ele fala sobre a totalidade, sobre a compaixão. Uma pessoa com UBUNTU é acolhedora, hospitaleira, generosa, disposta a compartilhar. A qualidade dá às pessoas a resiliência, permitindo-as sobreviver e emergir humanas, apesar de todos os esforços para desumanizá-las. Uma pessoa com UBUNTU está aberta e disponível aos outros, assegurada pelos outros, não sente intimidada que os outros sejam capazes e bons, para ele ou ela ter própria autoconfiança que vem do conhecimento que ele ou ela tem o seu próprio lugar no grande todo.” (Desmond Tutu, Nobel da Paz – 1984)

Mandela ensinou ao mundo que não vale vencer a qualquer custo, por isso ele conduziu a superação do apartheid com reconciliação, mantendo a paz e a unidade entre os povos da África do Sul. Agiu assim, porque para a pessoa com UBUNTU jamais é possível estar bem se nosso entorno não estiver bem. UBUNTU é a cultura milenar da paz.

“Um viajante em visita pela África do Sul poderia parar em uma aldeia sem ter que pedir comida ou água. Uma vez que ele para, as pessoas dão-lhe comida. Esse é um aspecto do UBUNTU, mas o ubuntu tem vários aspectos. O ubuntu não significa que as pessoas não devem enriquecer. A questão, portanto, é: Você vai fazer isso e permitir que a comunidade ao seu redor possa melhorar?” (Nelson Mandela, Nobel da Paz – 1993).

Elegemos a filosofia UBUNTU como uma de nossas raízes, por decisão política e compromisso com a construção de um pensamento que rompe com a lógica ocidental, de sujeito autocentrado e individualismo exacerbado. Há que descolonizar nossas mentes e corpos e por isso assumimos outra perspectiva, adotando uma ética com origem na África, desde tempos imemoriais, e que está presente em várias manifestações da cultura popular. A expressão do UBUNTU está na roda de samba, na roda de capoeira, no jongo, nas cirandas e no candomblé. Rodas em que todos se olham sem hierarquias. A chave é a importância   do acordo, do consenso e da coesão.

UBUNTU também é referência para a comunidade do software livre, baseada no trabalho cooperativo. E nos ajuda a sonhar com uma democracia direta, participativa e colaborativa, em que as tecnologias da informação e da comunicação são colocadas a serviço da emancipação humana, de forma livre e aberta.

 

TEKO PORÃ – Bem Viver

 

BEM VIVER, conceito político, econômico e social que tem por referência a visão dos povos originários da América: Sumak Kawsai em quéchua; Suma Qamaña em aymara; Tekó Porã, em guarani. É uma filosofia que também está na nossa alma original e significa viver em aprendizado e convivência com a natureza. Somos “parte” da natureza e, para nossa própria sobrevivência como espécie, há que romper de uma vez por todas com a ideia de que podemos continuar vivendo “à parte” da natureza. A terra que nos acolhe tem que ser protegida, conforme nos ensinam os povos tradicionais, pois o mundo é povoado de muitas espécies de seres, também dotados de consciência, em que cada espécie vê a si mesma e às outras espécies a partir de sua perspectiva. Esta sabedoria, reconhecida nos povos do Xingu e presente em todas as culturas ameríndias, nos leva a compreender que a relação entre todos os seres do planeta tem que ser encarada como uma relação social, entre sujeitos,   em que cultura e natureza se fundem em humanidade.

O TEKO PORÃ se afirma no equilíbrio com o Planeta e no conhecimento ancestral dos povos originários. Conhecimento nascido da profunda conexão e interdependência com a natureza. A vida em pequena escala, sustentável e equilibrada, é necessária para garantir uma vida digna para todos e a sobrevivência do planeta. O fundamento é as relações de produção autônomas e autossuficientes. Ele também se expressa na articulação política da vida, através de práticas como assembleias locais, espaços comuns de socialização, parques, jardins e hortas urbanas, cooperativas de produção e consumo, e das diversas formas do viver coletivo e harmonioso. Também guarda correspondência ao histórico desejo de emancipação e unidade dos povos latino americanos, expressas na utopia da Pátria Grande (Abya-Yala).

Somente podemos entender TEKO PORÃ em oposição ao “viver melhor” ocidental, que explora o máximo dos recursos disponíveis até exaurir as fontes básicas da vida. Assumir esta cosmovisão é se contrapor à iniquidade própria do capitalismo, onde poucos vivem bem em detrimento da grande maioria. O planeta não pode mais seguir em desequilíbrio. O produtivismo e consumismo, desenfreados e fúteis, somente se mantém devido à exploração predatória dos recursos naturais e só servem à ganância de poucos. Este modelo não é sustentável e, inevitavelmente, levará a humanidade ao colapso civilizatório.

Por isso afirmamos um modelo de vida mais justa, ambientalmente sustentável, economicamente solidário, que deve ser buscado simultaneamente pelo Estado e pela sociedade. Queremos uma vida digna, em plenitude, cheia de sentidos, em que o SER seja mais importante que o TER. Em que ESTAR no Planeta seja muito mais que um contínuo sugar da vida alheia. Há que assegurar os direitos da Mãe Terra (Pachamama, Tekobá) em nossa Constituição, como outros países já fizeram, garantindo a todos os viventes a satisfação de suas necessidades básicas, com qualidade de vida, o direito de amar e ser amado, o florescimento saudável de todos e em harmonia com a natureza, o prolongamento indefinido das culturas, o tempo livre para a contemplação, a ampliação das liberdades, capacidade e potencialidades de todos e de cada um.

Sonhamos com mais equidade. Em vez de defender o crescimento contínuo e a qualquer custo, buscamos alcançar uma sociedade mais equilibrada; em vez de focar quase exclusivamente em dados relativos ao PIB ou outros frios indicadores econômicos, nos guiamos para alcançar e assegurar o mínimo vital, o suficiente para que todas as pessoas possam levar uma vida digna e feliz. Queremos medir o bem estar de nosso povo muito mais pela FELICIDADE INTERNA BRUTA que pelo Produto Interno Bruto, afinal, conforme o Manifesto Antropofágico do Modernismo brasileiro: “a alegria é a prova dos nove!”.

Enquanto o capitalismo transforma tudo em coisa, até nossos corpos e desejos mais profundos, romper com esta lógica, com seu individualismo inerente, egoísmo e imediatismo, romper com a monetização da vida em todos os seus campos e com a sua desumanização é, para nós, o ato mais revolucionário.

 

ECOSSOCIALISMO

 

ECOSSOCIALISMO, uma reflexão crítica que resulta da convergência entre reflexão ecológica, reflexão socialista e reflexão marxista. O capitalismo é insustentável, sua lógica de reprodução e lucro não prevê limites, extraindo tudo e todos à sua frente, incluindo sonhos. A seguir o atual modelo de consumo, o Planeta estará definitivamente exaurido em poucas gerações. Não temos o direito de seguir roubando o futuro dos que estão por vir. Para reverter este processo, o único caminho é a Revolução Ecológica, cuja necessidade histórica parte de três premissas básicas:

a) estamos em meio a uma crise ambiental global e de tal enormidade que a teia da vida de todo o planeta está ameaçada e com isto o futuro da civilização;

b) a crítica ao modelo capitalista vigente e ao consumismo predatório e desenfreado;

c) a crítica às revoluções sociais do século XX que tiveram por matriz ideológica o socialismo real, mas que apenas reproduziram o produtivismo predatório do modo capitalista de produção.

A proposta de uma Revolução Ecológica baseada no ECOSSOCIALISMO representa, ao mesmo tempo, o resgate dos ideários emancipatórios construídos pelos movimentos sociais contestatórios e a rejeição às ilusões dos que pretendem apenas reformar o sistema vigente. Ela incorpora os valores de convivência solidária do TEKO PORÃ e UBUNTU, com valores éticos profundos do COMUM, visando a construção de uma cidadania ativa e solidária.

O atual sistema capitalista é incapaz de regular, muito menos superar, as crises que deflagra; isso porque fazê-lo implicaria colocar limites ao processo de acumulação do capital, uma opção inaceitável para um sistema baseado na regra “cresça ou morra!”. É da lógica do sistema preferir “Crescer e Matar!”. E assim estão matando o planeta, pois o sistema capitalista mundial é, na linguagem da ecologia, profundamente insustentável e, para que haja futuro, deve ser ultrapassado e substituído.

O ECOSSOCIALISMO passa pela formação de cadeias produtivas locais, aproximando produção e consumo e, sobretudo, aproximando gente e distribuindo renda. No lugar de seguir subsidiando a indústria automobilística, com créditos e incentivos fiscais para um transporte individual, de baixa escala e poluente, o incentivo ao transporte público, limpo, de qualidade e eficiente. Trens e hidrovias integrando o Brasil, metrôs, bondes e ciclovias, em transporte seguro, rápido e barato. Ônibus elétricos de nova geração, silenciosos e confortáveis. Tecnologias sustentáveis para o saneamento básico, com água limpa e esgoto tratado, para todos, em um Brasil em que ainda há muito por fazer nesta área.

Em vez de usinas de energia, destruindo rios e florestas ou poluindo a atmosfera com suas fumaças e radiações, unidades autossustentáveis, com matriz energética diversificada, limpa e renovável; até edifícios e casas podem produzir a energia que consomem, assim como é necessário estabelecer novos padrões de eficiência no consumo energético, bem como na geração, transmissão e distribuição de energia.

Com a Revolução Ecológica baseada no ECOSSOCIALISMO, decrescemos na concentração, na ostentação, no supérfluo e crescemos apenas onde é necessário. Tudo isso gera riqueza,  cria empregos, tecnologia, conhecimentos e solidariedade.

 

SEIVA

Seiva, o que circula dentro de nós, o princípio que nos nutre.

 

A reconstrução do BEM COMUM

 

COMUM, cooperação, multiplicidade, comunhão. A identidade intangível de nossa alma brasileira, expressa na generosidade da mescla entre culturas, no sincretismo de nossas crenças, nas festas que transbordam alegria e esperança. O Comum nos une, nos relaciona, nos congraça, sugere o direito de todos, independentemente de posses, cor, credo,       idade, gênero, sexualidade.

Desde os gregos antigos, BEM COMUM tem como fundamento a busca da “melhor vida possível”, transformada em uma “vida ativa”, de modo que as pessoas agissem de acordo com o que fosse melhor para a coletividade. O espaço de realização pleno do Bem Comum era a cidade (polis) e a forma de governo correspondente, a República. Com o desenvolvimento do Estado-Nação capitalista o conceito de BEM COMUM foi paulatinamente substituído pelo de bem público ou estatal. E as experiências ditas socialistas do Século XX apenas aprofundaram esta consolidação do papel do Estado de controle e direção da sociedade. A partir da década de 1980, com o Neoliberalismo, até mesmo as ideias de bem público ou estatal foram substituídas pela privatização absoluta, não mais havendo o sentido do BEM COMUM, fazendo com que tudo e todos devessem se submeter ao Mercado.

Água, bem vital, deveria ser o melhor exemplo de um BEM COMUM, mas quando é transformada em fonte de lucro, em mercadoria, deixa de sê-lo. A saúde também deveria ser um bem de todos, pois não é ético nem moral admitir que pessoas sejam mais bem tratadas que outras em função de suas posses. Assim também com a educação, que deveria assegurar um ponto de partida comum e de qualidade para todas as pessoas. A cultura, diversa e realizada por todos e nas mais diferentes formas, nosso acervo de conhecimentos, expressões e significados definindo nossa identidade. O conhecimento, a comunicação e a criação também devem ser livres, mas não são. O direito à vida, enfim, pois, de todos os direitos, não há nada mais sagrado que este direito comum a todos os seres.

BEM COMUM, tudo aquilo que tem uma dignidade própria, que não se pode comprar nem vender, não sendo ético a sua transformação em fonte de lucro.

A vida e a cultura não podem ser privatizadas. Mas o capitalismo transforma tudo em mercadoria, patenteia seres vivos, cadeias genéticas, sementes de alimentos, o acervo de conhecimentos, cultura e artes da humanidade; e segue em novas fronteiras de expansão, como o mapa genético e o espaço sideral, gerando novos desafios éticos e de luta política.

Para reconstruirmos o BEM COMUM, precisamos de acesso livre e irrestrito às técnicas e conhecimentos. Várias delas estão já em nossas mãos, mas ainda é preciso democratizá-las, assegurá-las como um direito e lutar para que sejam expandidas, pois o acesso à informação e aos meios de comunicação tem que ser um direito humano fundamental. A reconstrução do BEM COMUM inclui o direito à cidade e à livre circulação nos espaços públicos, sem barreiras de qualquer tipo, sejam físicas, financeiras, culturais ou sociais, bem como a garantia de anonimato para os indivíduos, neutralidade em rede, transparência nos fluxos e controle de informações, liberdade de expressão e autodeterminação. Também inclui o direito à terra e à realização da reforma agrária, produzindo alimentos saudáveis, fortalecendo a agricultura familiar, a agroecologia, o respeito às florestas, águas e bichos. E passa pela redução da jornada de trabalho e pela criação da renda universal, a biorrenda, como a renda básica da cidadania, assegurada a todos.

A efetivação do BEM COMUM também compreende tomar o Estado das mãos dos grupos econômicos e políticos, das CASTAS que dele se apoderaram para garantir os seus interesses privados, pois, no atual estágio civilizatório, em que o Estado ainda é o maior concentrador e distribuidor de recursos, somente a gestão do Estado com plena participação da sociedade é que se garantirá a plena realização do BEM COMUM e da melhor vida possível para todos.

A crise política, moral e ética que as sociedades contemporâneas atravessam é resultado do abandono dos ideais do BEM COMUM, que foram sendo substituídos por práticas privatistas, desde o campo econômico, social, cultural e político. Resgatar os sentidos do BEM COMUM é condição primeira para o bem-estar e a felicidade de toda sociedade.

 

Tronco

 

A partir de nossas RAÍZES, formamos um pensamento novo com o que de mais profundo e generoso foi criado a partir da cosmovisão, filosofia, racionalidade e magia de nossos povos matriz. E assim nasce o TRONCO, expressando nosso objetivo: CIDADANIA PLENA.

 

CIDADANISMO

 

Historicamente o conceito de cidadão, desde a Roma Antiga, passando pela Revolução Francesa, representava na prática a concentração de poder nas mãos de poucos. As mulheres, os escravos e, em sua versão moderna, os trabalhadores precarizados, estiveram, na maior parte do tempo, alijados da participação política. Somente por intermédio das lutas pela ampliação do direito de votar e ser votado é que, muito recentemente, o conceito de cidadão e cidadã se universalizou em nosso país (até a Constituição de 1988 analfabetos não votavam). E ainda assim em uma cidadania mutilada, em que os direitos não são universalmente garantidos. O CIDADANISMO surge então como a busca da efetividade plena da cidadania. Também o processo de acumulação capitalista impôs uma concentração de riqueza nunca vista, onde cerca de 1% de todos os habitantes do planeta detém mais da metade de tudo o que é produzido. Com isto, a grande massa de explorados e oprimidos pelo sistema é constituída por pessoas com direitos formais, mas sem direitos de fato.

A universalização da cidadania é a condição histórica necessária do CIDADANISMO contemporâneo, que, por sua vez, emerge em meio a uma grande contradição. Tal conceito está intimamente ligado à noção de soberania popular, estampada no parágrafo do primeiro artigo da Constituição Federal brasileira: “todo poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente”. Mas este poder é sequestrado por CASTAS que se apoderam do Estado para “se servir” e não “servir”.

A separação entre o poder econômico e a vontade popular deve estar na base do CIDADANISMO. Por isso a necessidade urgente de um reforma política, justa, democrática e cidadã, que recoloque a política nas mãos das pessoas, acabando com o poder do dinheiro nas eleições e o abuso do poder, seja de governos, empresas, mídia ou igrejas. O CIDADANISMO pressupõe transformar e reinventar o exercício da política em processos solidários e cooperativos, além, inclusive, de uma simples reforma eleitoral. Também compete ao cidadão participar da vida pública, na organização do espaço público e na construção da democracia na esfera da produção e não somente na esfera política.

Da revolta que tomou as ruas e praças das grandes cidades no mundo, surgem novas propostas de organização que buscam reconfigurar o modelo de representação política e, mais que isto, buscando o real empoderamento das cidadãs e cidadãos por meio da democracia direta e da autogestão.

CIDADANISMO representa uma alternativa também aos instrumentos tradicionais de participação política (partidos e sindicatos) que, ao longo do século passado, se apresentavam como a vanguarda, dirigentes da classe oprimida e explorada, mas que foram se burocratizando e acomodando no contato com o poder.

As novas estruturas do CIDADANISMO ativo são dinâmicas e articuladas, movidas por consensos progressivos. O indivíduo é respeitado em sua integridade e seus valores e intenções são conectados a outros que compõem a rede cidadã e constituem os espaços públicos em permanente construção. Deste movimento de reafirmação da participação ativa e cidadã na construção do Comum, as políticas se tornam efetivamente públicas e se desgarram dos desejos das castas e das vanguardas.

CIDADANISMO também é romper com a oligopolização dos meios de comunicação que, em conluio com a casta política, interditam o direito de indivíduos e coletividades. Defendemos a liberdade de imprensa, a pluralidade de ideias e interpretações dos fatos e o livre acesso à informação, a polifonia. Para que todas as pessoas, de todas as cores, de todas as orientações sexuais, todas as ideias, em todos os sotaques, possam ser respeitadas, vistas e ouvidas. Basta de invisibilidade, pois a comunicação é um direito humano.

Este movimento Transversal e uma organização política de Retaguarda se mesclam nas lutas comuns, se consubstanciam na ação direta de enfrentamento das contradições do Sistema, desnudando seus mecanismos e perversidade. A AUDITORIA CIDADÃ DA DÍVIDA PÚBLICA, prevista na Constituição de 1988 e que até hoje é protelada, é uma das formas de escancarar o maior dreno de recursos públicos a que a sociedade está submetida E também um sistema tributário mais justo e progressivo, que taxe menos a renda e consumo dos pobres e mais sobre as grandes fortunas, as propriedades especulativas, os lucros exorbitantes e transações financeiras internacionais.

CIDADANISMO é o respeito às diferenças, a promoção da igualdade de gênero e racial, com o resgate de dívidas históricas com as populações negras e indígenas. É oferecer oportunidades iguais e quando estas não forem suficientes, promover o reequilíbrio entre as pessoas. É assegurar os direitos da mulher e combater todas as formas de preconceito e discriminação. É defender os direitos de lésbicas, gays, bissexuais, transexuais e transgêneros, assegurando-lhes o direito a trabalho digno, ao casamento e à felicidade.         É também construir uma nova política de drogas enfatizando-a como uma questão de saúde pública e não de polícia.

CIDADANISMO são direitos e são deveres. É identidade e alteridade ao mesmo tempo.    Uma cidadania emancipada só pode acontecer no encontro com a Educação. Uma educação de qualidade, motivadora, não uma “educação instrumental”, gerando “deficientes cívicos”, como bem apontou o mestre Milton Santos, mas que integre a Educação à Cultura, formando consciências, multiplicando diferentes formas de viver, experimentando alternativas, informando, democratizando o conhecimento, respeitando as diferenças e fomentando a produção criativa. Uma educação que liberta e convida as pessoas a pensarem sobre sua realidade e sua emancipação.

Será do encontro entre Cidadanismo e Educacionismo que colocaremos a CIDADANIA em um novo patamar. E esta é a condição necessária para uma nova forma de governo e pacto social. Um governo que nos respeite. É simples o que queremos. Queremos que o esforço coletivo seja revertido para o coletivo. E para isso, queremos participar, deliberar, acompanhar, fazer junto. Queremos bons cuidados quando buscamos a saúde pública e sermos bem tratados quando nos deslocamos pelas cidades. Queremos boas praças e parques, limpos e arborizados, nos sentir seguros em nossas casas e nas ruas. Queremos até aquilo que não sabemos que queremos. Por isso ousamos uma nova cultura política no Brasil, em que o CIDADANISMO será o pleno exercício da cidadania.

 

Ramos, Folhas, Flores, Frutos

 

PLATAFORMA para um PROGRAMA COMUM.

 

Optamos por definir primeiro nossas RAÍZES e TRONCO e agora fazemos um convite a todos os Coletivos, Movimentos e Atores Sociais sinceramente empenhados na busca de “um outro mundo possível” a que iniciemos a construção de uma PLATAFORMA PROGRAMÁTICA interativa e comum. Um programa em construção permanente, incorporando olhares, propostas e reivindicações, antes isoladas e que agora se entrelaçam a partir do diálogo e luta comum, formando uma frondosa árvore, a ÁRVORE da CIDADANIA.

 

Partido-Movimento

 

Um partido de novo tipo, um PARTIDO-MOVIMENTO. Um partido que construa pontes para o diálogo entre os cidadãos e não atalhos para as castas dirigentes. Um partido que dialogue com os movimentos sociais, mas sem cooptá-los. Um movimento social e um partido político, ao mesmo tempo. E, também, um PARTIDO em MOVIMENTO. Um partido que se construa nas ruas e também nas redes que integram os “debaixo”, os legítimos donos do poder.

Nós nos recusamos a sermos transformados em mais uma engrenagem do jogo do poder. Rejeitamos as suas benesses e a profissionalização na política. “Política, a mais vil das profissões, a mais nobre das vocações”, como escreveu Rubem Alves. Não queremos alimentar castas políticas, que se autoconcedem aumentos sem consultar a sociedade, que só legislam e governam para se perpetuar no poder. O poder das castas não nos atrai, assim como também não nos seduzimos por cargos em que o fim seja o próprio cargo, sem que ele seja um meio para melhorar a vida das pessoas.

Nossa lógica é outra. A busca da potência, da capacidade de agir e transformar realidades, e que é inerente a todos os seres humanos. E de uma potência que se realiza com afeto e amorosidade, pois em um mundo em que tudo é transformado em coisa, não há nada mais revolucionário que o amor à vida, o reconhecimento do “outro” e o respeito ao próximo.

Nossa esperança: Reencantar o mundo desencantado. Tornar novamente a política algo apaixonante. Por isso buscamos força em nossas raízes mais profundas, resgatando nossa ancestralidade africana, ameríndia e europeia para constituir um novo ethos político, mestiço como somos, que nasce do amálgama entre UBUNTU, TEKO PORÃ e ECOSSOCIALISMO, reconstruindo o sentido do BEM COMUM e apontando para a conquista da CIDADANIA PLENA.

Nosso objetivo: uma Cidadania Plena que coloque o Poder a serviço de seu povo. Ao mesmo tempo, ativa, participativa e colaborativa. Uma cidadania que dispensa tutores e senhores.

Não é simples nem fácil, pois a ordem política vigente sequestra a democracia pelo dinheiro, distorce pela ignorância, controla pelo poder. Mas temos que reagir. Não podemos mais eleger representantes que logo eleitos já dão as costas ao povo, tramando acordos para ingressarem nas castas que até ontem negavam. O nome já diz, todo cargo de representação ou gestão de governo é um cargo público e não pode ser disposto ao bel prazer, sem critério algum além do “toma lá dá cá” da política. Não queremos mais um ministério em que “metade não é capaz de nada e a outra metade é capaz de tudo”.

Não há mais tempo a perder. Somos a maioria, mas nossos direitos seguem desrespeitados entre corrupções, ineficiências, desmandos e mentiras. O Planeta não pode esperar mais, há que dar um basta ao desmatamento que faz desaparecer rios e vidas. Precisamos de água boa, de rios e lagos e terras e ares limpos. Queremos viver em paz, andar nas ruas com segurança, descansar em Parques e Praças, ouvir música ao ar livre, teatro na rua; respirar arte, sentir arte, ser arte. Nossa vida pode ser melhor. Alimentos saudáveis, bom transporte, moradia digna, saúde e educação integrais para todas e todos. Não queremos muito, queremos apenas o que é nosso. São nossos direitos. Por isso queremos para já!

Nesta fase transitória nos propomos a ser um laboratório de experimentações em busca da igualdade política que, para nós, significa o reconhecimento de que pessoas comuns, quaisquer cidadãos, tenham capacidade e meios para interferir nos rumos comuns da sociedade. Buscamos um novo patamar de democracia, formada por sujeitos autônomos, capazes de gerir suas vidas e participar da gestão da vida pública. Não queremos mais um partido PARA as pessoas, queremos um partido COM as pessoas.

Um partido ao mesmo tempo amplo, horizontal, democrático e constituído por Círculos autônomos e protagonistas, que se inter-relacionem uns com os outros, igualmente de forma autônoma e democrática. Círculos como unidades de participação e respeito à diferença e à construção do comum. Círculos temáticos (reforma urbana, política de drogas, ambientalismo, etc.), territoriais (por estados, cidades, bairros, comunidades, escolas, universidades, locais de trabalho) ou identitários (LGBT, indígenas, jovens, etc.).

Círculos que se cruzam numa rede sem hierarquia que, por meio do método dialógico, constrói unidades de pensamento e ação. Círculos que garantam a integridade de cada participante e que não necessitem forjar sua força como maioria que esmaga o divergente ou aquele que ainda não se convenceu plenamente da melhor solução. Círculos que formem uma estrutura lacunar, em edificação constante, num consenso progressivamente construído. Basta ter a iniciativa de criar um círculo e juntar pessoas para que ele seja criado.

 

RAiZ Movimento Cidadanista

 

O Brasil é grande, rico, esta é a terra da diversidade, mestiçagem, da alegria. Temos energia, florestas, água, riquezas mil. Um bom povo, inventivo, trabalhador e solidário. Não é justo que sigamos nos maltratando, não é justo que sigamos nos enganando. A quem não acredita nesta possibilidade e se conforma com o amesquinhamento da política atual, há dezenas de partidos a escolher, bastando deixar tudo como está. Mas a quem deseja mudar de verdade, fazemos um convite à união. Sigamos juntos, unidos.

Somos de Pindorama. Somos Aymoré e a Confederação dos Tamoios. Somos Zumbi e Palmares. Alfaiates, Inconfidentes, Republicanos. Somos a Confederação do Equador e Frei Caneca. José Bonifácio de Andrade e seu sonho pela amálgama Brasil, expulso da primeira constituinte do país por defender a libertação dos escravos, distribuição de terras e educação pública para todos, isso em 1824. Farrapos, balaios, praieiros e cabanos. Somos Malês, caifazes e abolicionistas. Dos Sertões, de Canudos, Contestado e do Caldeirão. Somos as revoltas de 22, de 24, da Coluna Invencível. Anarquistas, comunistas e socialistas. Modernistas, antropofágicos, tropicalistas. Do Brasil urbano, do Brasil rural, do Brasil soberano. Da Cultura Popular e de Periferia, do Cinema Novo, do Teatro do Oprimido, da MPB. De Paulo Freire, Darcy Ribeiro, Florestan Fernandes e Milton Santos. Das reformas de base, da resistência à ditadura, de 1968, da teologia da libertação, do Movimento contra a Carestia, da Anistia, das greves operárias. Diretas Já! Da Constituição Cidadã. Os caras-pintadas, a estabilidade da moeda, a inclusão social.          As Jornadas de Junho de 2013. Toda esta história faz parte de nós. Somos nós.

E assim seguimos, unidos com ousadia, semeando, confiando, compartilhando. Por uma sociedade de mulheres e homens livres, de gente unida entre si e unida ao planeta. Um povo capaz e responsável por seus próprios atos. Livre, enfim, consciente, pensando por si mesmo. Conclama o Manifesto: UNI-VOS! Unimo-nos. E seguimos dizendo nas ruas: “O povo, unido, jamais será vencido!” Venceremos.

Venceremos porque Podemos. Podemos porque somos radicais. E, por termos Raízes, nos propomos a pensar o Brasil de baixo para cima, pela radicalização dos processos horizontais e interativos, garantindo o efetivo empoderamento das pessoas numa nova concepção do fazer político. Nossas raízes são profundas e trazem à tona as mais elevadas expressões da ética africana, da filosofia ameríndia e da política ocidental: Ubuntu, Teko Porã e Ecossocialismo. Destas raízes nasce o tronco do CIDADANISMO, forte, potente, generoso.

Foi no dia da mulher que nos afirmamos como RAIZ MOVIMENTO CIDADANISTA, evocando o feminino no descobrimento de nossas práticas. Por isso queremos ser chamados exatamente assim: a RAIZ, combinando com o gênero; não mais “o partido”, mas “a inteira”, de inteireza. Queremos um novo fazer político, enraizado no solo fértil das lutas por vida, pão, saúde, paz, conhecimento, ciência, trabalho, diversidade natural-étnico-cultural, sustentabilidade, arte e lazer. Que a força de nossas raízes alimentem o sonho, a ternura, a ousadia e a esperança.

Assim como os minerais, que são absorvidos pelas raízes das árvores, pedimos força para que possamos absorver o grito de indignação e a vontade de justiça. E lutaremos para transformar a realidade social desumana, degenerada, nociva, desigual. E que façamos juntos, entrelaçando raízes, articulando grupos e pessoas, movimentos e organizações, de maneira criativa e libertária, prospectiva e otimista. Não será fácil, sabemos que vamos enfrentar o solo infértil, as pedras, muito vento, às vezes com falta de água. Mas nossa essência, nossos sonhos e nossa luta transformarão essa nossa semente, que já é RAIZ, numa árvore forte, cheia de frutos e inspiradora para a tão sonhada transformação do  nosso país.

Raiz que vai crescer. Primeiro os ramos, depois as folhas, as flores e por fim os frutos que há tanto esperamos. No mesmo momento que muitos preparam suas armas para defenderem o indefensável, nós germinamos da terra e vamos frutificar.

RAIZ MOVIMENTO CIDADANISTA, por belas flores e bons frutos para um Brasil que vai brotar como nunca se viu!

 

São Paulo, 08 de Março de 2015

 

http://www.raizmovimentocidadanista.org.br/

 

https://www.youtube.com/watch?v=8WrFOj2UP8M



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2 comments

  1. Simone Responder

    Celso e demais companheiros, confesso que a carta, a logo e principalmente, a vontade e a esperança que os( nos) impulsiona, me empolgou. Sou filiada ao PT há muitos anos e militante desde as diretas. Acredito que há muita coisa para ser feita e transformada. Admiro quem insiste em inovar e na crença por relações, sejam estas pessoais ou planetárias, mais verdadeiras. A Eronidina por si só, já dispensa explicações. Sua trajetória é símbolo do eu me refiro. Parabéns pela iniciativa, pela coragem de propor idéias tão ” estranhas” ao nosso meio e muita sorte nessa empreitada. Gostaria de participar … PS: A ideia da tríscele como logo, foi fantástica.

  2. Wilson Granja Responder

    Como assim eu não tinha ouvido falar disso antes? Ironicamente, “descobri” ao ler uma entrevista de Marina Silva ao El País. Que lindo! Me identifico completamente!


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