Eduardo Cunha diz que PMDB finge que é governo

Presidente da Câmara crítica Kassab e o novo partido PL, além de atacar o procurador-geral da República, Rodrigo Janot

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Presidente da Câmara crítica Kassab e o novo partido PL, além de atacar o procurador-geral da República, Rodrigo Janot

Por Redação

O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), em entrevista ao jornal O Globo publicada hoje (29) fez ironias e críticas ao governo e à relação da presidenta Dilma Rousseff com o Congresso.

Na avaliação dele, Dilma “não conhece o Congresso”, se cerca de pessoas fracas, passa a sensação de “paralisia” e de quem não tem o que propor ao país e ainda contribuiu  para o agravamento da crise ao incentivar a criação de um partido para rivalizar com o PMDB, o PL, que Kassab acaba de registrar.

E para fazer graça, acrescentou: “Na prática, a gente finge que está lá (no governo). E eles fingem também (que o PMDB está no governo).”

Eduardo Cunha negou que ele e o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), estejam governando, de fato, o país com o enfraquecimento político de Dilma. “Quem tem a caneta? É ela. Quem edita medidas provisórias? É ela. Quem libera o Orçamento? É ela. Quem nomeia e indica a cargo? É ela. Então, é ela quem governa”, afirmou.

Para o presidente da Câmara, a petista comete uma série de equívocos, que vão da “inércia de comunicação” à falta de habilidade para formar equipe. “Dilma saiu da máquina. É a primeira presidente da República que não foi parlamentar. Ela não conhece o Congresso”, disse.

Cunha também criticou diretamente os ministros Pepe Vargas (Relações Institucionais) e Miguel Rossetto (Secretaria-Geral da Presidência), considerados por ele sem estatura para a coordenação política. E ainda disse que  Ricardo Berzoini (Comunicações) é o “patrocinador” da “radicalização dos atos políticos”.

O presidente da Câmara ainda chamou de “operação Tabajara” a tentativa de recriação do PL pelo ministro das Cidades, Gilberto Kassab (PSD), para formar uma bancada que se contrapusesse, dentro da base aliada, ao PMDB. De acordo com Eduardo Cunha, a estratégia foi fomentada pelo Planalto e tinha alvo certo: “Foi contra a gente mesmo, contra o PMDB”.

Sobre as investigações da Operação Lava Jato, o peemedebista classificou o esquema apontado pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal como “o maior escândalo de corrupção do mundo”, negou interferir no andamento da CPI da Petrobras e reiterou que houve interferência do governo na inclusão de seu nome na lista dos políticos investigados. E voltou a direcionar seus ataques ao procurador-geral da República, Rodrigo Janot, com quem diz estar em “guerra aberta”.



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