Joaquim Levy diz que tem “enorme afinidade” com Dilma

Após polêmica com frase dita em palestra, o ministro da Fazenda afirma que “não há nenhuma desafinação” com a presidenta

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Após polêmica com frase dita em palestra, o ministro da Fazenda afirma que “não há nenhuma desafinação” com a presidenta

Da Redação, com Agência Brasil

O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, disse hoje (30), em São Paulo, que tem uma “enorme afinidade” com a presidenta Dilma Rousseff na visão de longo prazo da economia. “Não há nenhuma desafinação”, afirmouu, ao comentar as declarações em uma palestra na última semana, na escola de negócios da Universidade de Chicago e que foram interpretadas como uma crítica à presidenta.

Levy voltou a negar que tenha criticado Dilma. “A presidenta tem sido absolutamente explícita e genuína sobre seus objetivos”, ressaltou. Segundo o ministro, na ocasião ele quis dizer que, mesmo com a vontade da presidenta, às vezes é difícil colocar em prática algumas medidas. “A gente nem sempre consegue tudo o que a gente deseja em um processo democrático, e isso é bom.”

O ministro também defendeu as medidas de ajuste fiscal propostas pelo governo. De acordo com Joaquim Levy, o objetivo do governo é reduzir os próprios gastos ao patamar de 2013.“A gente não tem discutido quantidade, quantos bilhões vamos cortar. Mas que fique claro que, com relação à programação financeira, aquele gasto que a gente pode controlar, o objetivo é trazer para o nível de 2013. Isto exigirá grande disciplina”, esclareceu “Cortar na carne é importante, mas não é fácil, porque não tem muita carne.”

Joaquim Levy ressaltou a importância do planejamento dos gastos e desonerações de tributos, de modo que as contas continuem equilibradas. “Não podemos criar novas despesas que venham a exigir novos impostos. Ou sair cortando impostos, sem ter ajustado as despesas” concluiu.

Para Dilma, ministro foi mal interpretado
A presidenta Dilma Rousseff também comentou hoje (30) as declarações do ministro da Fazenda, Joaquim Levy, sobre sua gestão e disse que o ministro foi “mal interpretado”.

“Não tem porque criar maiores complicações por isso, ele [Levy] já explicou isso exaustivamente. Ele ficou bastante triste com isso e me explicou. Tenho clareza de que ele foi mal interpretado”, disse a presidenta em entrevista após evento do Programa Minha Casa, Minha Vida, em Capanema (PA).

Dilma, assim como Levy, defendeu as medidas do ajuste fiscal. Segundo a presidenta, o país depende do ajuste para voltar a crescer. “Você tem que adequar a política econômica e toda a sua ação às mudanças da realidade, estamos fazendo isso. Tenho certeza que o Brasil volta a crescer se a gente fizer essa movimentação”, avaliou. “Nós fomos até onde pudemos, absorvendo no Orçamento geral do país todos os efeitos da crise: nós desoneramos folha, demos para financiamento de investimento juros de 2%, enfim, fizemos uma porção de desonerações. O que estamos fazendo agora? Estamos reajustando desonerações que fizemos”, acrescentou.

“Nós tivemos que segurar a onda, um verdadeiro tsunami, da crise internacional, que desempregou 60 milhões na Europa, que tirou direitos, que acabou com garantia de emprego, que produziu uma catástrofe social”, disse em evento do Minha Casa, Minha Vida em Capanema (PA), a 160 quilômetros de Belém, onde foram entregues 1.032 unidades habitacionais. O empreendimento recebeu R$ 53,6 milhões de investimento e deve beneficiar 4 mil pessoas.



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