Grupo LGBT responde a Requião: Não é a união homossexual que vai extinguir a humanidade

Senador defendeu em seu Twitter cota de 50% de casamento hetero; em nota, associação alerta: “não precisa ter medo, o casamento, entre pessoas do mesmo sexo não é obrigatório”

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Senador defendeu em seu Twitter cota de 50% de casamento hetero; em nota, associação alerta: “não precisa ter medo, o casamento, entre pessoas do mesmo sexo não é obrigatório”

Por Redação

O Grupo Dignidade que atua em defesa dos direitos LGBT, no Paraná, divulgou uma nota em resposta as declarações do senador Roberto Requião (PMDB). Ele que é ex-governador do Estado, disse no Twitter que “para evitar a extinção da espécie pelo menos 50% dos homens e mulheres deveriam compor a COTA de casamento hetero”.

“O que poderá extinguir a humanidade é uma terceira guerra mundial, a falta de água e/ou alimentação”, diz o grupo. “Também alertamos ao nobre senador que não precisa ter medo: a união estável, ou o casamento, entre pessoas do mesmos sexo ‘não é obrigatória’. Ele pode permanecer casado com a querida Maristela Requião, ou não. O Grupo Dignidade é favorável às cotas como reparação, o que não é o caso, pois depois da decisão do Supremo Tribunal Federal de 5 de maio de 2011, ninguém ‘se transformou’ em gay ou lésbica por efeito da decisão. Muito pelo contrário, agora uma grande parcela da sociedade pode comemorar a cidadania plena.”

O Grupo Dignidade nasceu em 14 de março de 1992 e diz ter como missão “atuar na defesa e promoção da livre orientação sexual e dos direitos humanos de gays, lésbicas, bissexuais, travestis e transexuais”, e que também defende a livre orientação sexual de modo geral, inclusive das pessoas heterossexuais.

“O senador Roberto Requião tem um histórico de respeito à comunidade LGBT, apesar de alguns deslizes. Como governador, convocou a 1ª Conferência Estadual LGBT e sancionou o título de Utilidade Pública Estadual do Grupo Dignidade.  Como senador foi contra o apensamento do PLC 122/2006, que propunha a criminalização da homofobia, e foi relator da proposição que altera o Código Civil para reconhecer a união estável entre casais do mesmo sexo”, completa a nota do grupo.



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