A escrita maloqueira de Plínio Marcos

Em São Paulo, evento “Plínio Marcos: 80 anos de escrita maloqueira” traz entre 7 e 10 de abril debates, leituras dramáticas, shows, oficinas e exibições de filmes baseados na obra do escritor

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Em São Paulo, evento “Plínio Marcos: 80 anos de escrita maloqueira” traz entre 7 e 10 de abril debates, leituras dramáticas, shows, oficinas e exibições de filmes baseados na obra do escritor

Por Redação

Nesta semana acontece na Biblioteca Mario de Andrade, o encontro “Plínio Marcos: 80 anos de escrita maloqueira”, com curadoria de Allan da Rosa, colunista da Revista Fórum.

As noites terão debates, leituras dramáticas e oficinas entre escritores, poetas, atrizes e pesquisadores das quebradas, além de projeção de filmes e shows com a musicália e poesia de Plínio Marcos apresentados por seus filhos Leo Lama e Kiko Barros.

Na madrugada de sexta pra sábado, pela primeira vez a Biblioteca Mario de Andrade abre seu terraço para celebrar um escritor e sua obra, desta vez com samba até o sol raiar. É uma oportunidade de prestigiar a resistência e a criatividade de nossa história contada pelas beiradas com sangue, gargalhadas e lágrimas.

Confira a sinopse e a programação do evento.
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“PLÍNIO MARCOS: 80 ANOS DE ESCRITA MALOQUEIRA”
plinio marcosCelebrar oito décadas de Plínio Marcos é reencontrar o couro, a lama e as lâminas de seus textos. É desfrutar, refletir e se guiar pelas rinhas que esse poeta, ancestral dos escritores das periferias, acendeu ainda mesmo na Baixada Santista, de onde subiu pra lutar com palavras e cenas mesclando a crença na grandeza do ser humano e o nojo com a ganância e os chicotes, traçados tanto nos altos gabinetes como nas mais capengas cabanas.

Plínio sacudia as entranhas e as remelas de seus personagens, combinando compaixão e estupor. Mas, além das suas tantas peças já clássicas, esse escritor, ex-palhaço e varzeano também assinou crônicas impiedosas com o Poder e versou junto com os grandes sambistas paulistanos, rodando pelas beiradas e miolos da cidade. Criativa, satírica, dolorosa, ativando suspenses e comédias, sua linguagem foi muito além de um mero transporte de gírias para o papel e para a interpretação, contemplando na sanha das esquinas e dos galpões de obras, os buracos e conflitos mais dolorosos e essenciais da alma das gentes das quebradas.

Curadoria: Allan da Rosa

 

Programação:
07/04:
19h: Projeção do filme “Plínio Marcos nas quebradas do mundaréu”, de Julio Calasso
Bate-papo com o diretor

08/04:
19h- A nova guarda maloqueira apresenta o escritor das quebradas
Leitura de ‘Oração para um pé de chinelo’ com Lucélia Sergio (Cia. Os Crespos) e Allan da Rosa.

Bate-papo:
Akins Kinte amarga e salga com “Inútil canto, inútil pranto pelos anjos caídos”
Jenyffer Nascimento traz os urros e esperanças de “Navalha na carne”
Walner Danziger dichava os farrapos de “A dança final”

09/04:
19h: A nova guarda maloqueira apresenta o escritor das quebradas
Leitura de “O abajur lilás” com Martinha Soares (Teatro Clariô) e Allan da Rosa

Bate-papo:
Sonia Bischain abre a Brasilândia presente em “Na Barra do Catimbó”
Michel Yakini arde a vista com “Prisioneiro de uma canção”
Raffaela Fernandez traz as vergonhas encarceradas de “A mancha roxa”

10/04:
19h – Oficina: “A letra presepeira de Plinio e o direito à moradia”, com Ruivo Lopes.
Na Ocupação São João – Avenida São João, 588

Na Biblioteca Mario de Andrade:
22h: Projeção de “Querô”, filme de Carlos Cortez
0h: Peça teatral: “Dois perdidos numa noite suja” (Companhia Benditos Malditos), com Douglas Lima e Lucas Wickhaus. Direção: Douglas Lima
02h: Show com Leo Lama
03h: Peça teatral: “Quando as máquinas param”, com Darília Lilbé e Arce Correia. Direção de Max Muratório.
04h30: Roda de samba “Nas quebradas do mundaréu- Plínio Marcos em prosa e samba”, com o Bando da Garoa e Kiko Barros.



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