Gestão tucana manobrou convênios em Minas, diz auditoria

Relatório apresentado pela Controladoria-Geral do Estado mostra que o governo anterior, ligado ao senador Aécio Neves (PSDB), assinou ao menos 806 convênios com cidades do interior de MG antes da eleição, mas cancelou quase todos os contratos após a derrota nas urnas

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Relatório apresentado pela Controladoria-Geral do Estado mostra que o governo anterior, ligado ao senador Aécio Neves (PSDB), assinou ao menos 806 convênios com cidades do interior de MG antes da eleição, mas cancelou quase todos os contratos após a derrota nas urnas

Por Redação

Nesta segunda-feira (6), o governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT), apresenta um balanço realizado pela Controladoria-Geral do Estado de MG, que mostra uma manobra feita pela gestão anterior. Segundo auditoria realizada pelo controlador-geral do Estado, Mário Vinícius Spinelli, nos últimos dias de 2014, 806 convênios foram cancelados pelo governo, deixando de pagar R$ 67 milhões a municípios.

Na época, o então governador Alberto Pinto Coelho (PP), vice que assumiu o Estado após a saída de Antonio Anastasia (PSDB), foram empenhados (o governo prometeu gastar) R$ 76,7 milhões em convênios com ao menos 300 municípios. Desse total, foram pagos apenas 13%, ou pouco mais de R$ 9 milhões.

A auditoria mostra ainda que nos últimos dias de 2014, enquanto acordos eram cancelados, o Executivo celebrou 35 convênios com 25 prefeituras de partidos aliados.

Responsável por revelar a máfia dos fiscais na Prefeitura de São Paulo, Spinelli foi convidado por Pimentel para investigar contratos e o funcionamento do Estado.

A Controladoria vai agora investigar todos os repasses dos convênios cancelados. Ela quer saber, por exemplo, se a construção de uma ponte em Bonfinópolis de Minas foi iniciada. O município assinou convênio no valor de R$ 60 mil, mas só recebeu 10% do total. Depois disso, o contrato foi cancelado.

O objetivo do balanço é mostrar a situação financeira do Estado, administrado pelo PT desde janeiro de 2015, e contestar o choque de gestão, bandeira política de Aécio Neves, nome forte da oposição e adversário da presidente Dilma Rousseff na última eleição.

(Com informações do jornal Folha de S. Paulo)
Foto: Omar Freire/ Imprensa MG



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