Suplicy defende Mano Brown e critica PM: “Não justificava aquele procedimento”

Secretário municipal de Direitos Humanos de São Paulo compareceu ao 37º DP e só deixou a delegacia após a liberação de Brown. Ele condenou a abordagem policial ao rapper dos Racionais MCs: "Maior respeito e civilidade especialmente aos negros se faz necessário"

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Secretário municipal de Direitos Humanos de São Paulo compareceu ao 37º DP e só deixou a delegacia após a liberação de Brown. Ele condenou a abordagem policial ao rapper dos Racionais MCs: “Maior respeito e civilidade especialmente aos negros se faz necessário”

Por Guilherme Franco

O secretário municipal de Direitos Humanos de São Paulo, Eduardo Suplicy (PT), se posicionou na manhã desta terça-feira por meio de sua conta no Facebook sobre a prisão do rapper Mano Brown, na noite dessa segunda-feira.

De acordo com o ex-senador, o rapper dos Racionais MCs tinha ido à farmácia comprar um remédio para sua mãe, que esteve hospitalizada. “No caminho foi abordado por um batalhão de PMs. Abriu os vidros, desceu do carro. Mandaram ele elevar os braços por trás da cabeça. Brown pediu para não tocarem nele. Um forte policial deu-lhe um mata-leão e o derrubou no chão. Diversos passaram a ofendê-lo”, criticou.

“Maior respeito e civilidade especialmente aos negros se faz necessário. O fato de o exame de saúde da carteira de habilitação estar vencido não justificava aquele procedimento”, acrescentou Suplicy.

O secretário de Direitos Humanos compareceu ao 37º DP juntamente com o deputado Vicente Cândido (PT) e só deixou a delegacia após a liberação de Brown, às 20:30h. A Polícia Militar alega que ele estaria conduzindo um veículo quando teria deixado de parar em uma blitz policial na avenida Carlos Caldeira Filho, zona sul da capital.

Confira a mensagem abaixo:

Suplicy considerou a abordagem policial desnecessária e afirmou que o rapper estava indo comprar remédio para a mãe
Suplicy considerou a abordagem policial desnecessária e afirmou que o rapper estava indo comprar remédio para a mãe

Foto: Pedro França/MinC



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