Aécio quer se aproximar de movimentos anti-Dilma

Segundo o presidente do PSDB em MG, Marcus Pestana, senador deverá chamar grupos como o “Vem pra Rua” e o “Movimento Brasil Livre” para conversar. Já FHC afirma que aproximar partidos das ruas seria “grave”

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Segundo o presidente do PSDB em MG, Marcus Pestana, senador deverá chamar grupos como o “Vem pra Rua” e o “Movimento Brasil Livre” para conversar. Já FHC afirma que aproximar partidos das ruas seria “grave”

Por Redação*

O senador e presidente nacional do PSDB, Aécio Neves (MG), quer se aproximar dos movimentos que organizam os protestos contra a presidenta Dilma Rousseff (PT). É o que disse o deputado federal Marcus Pestana (PSDB-MG) nesta segunda-feira (13) em evento realização pelo Instituto Fernando Henrique Cardoso (iFHC) em São Paulo.

“É para entender. ‘Vem pra Rua, qual sua visão do Brasil? Movimento Brasil Livre, o que você quer da gente? Como está vendo o futuro do Brasil?'”, explicou Pestana. “O passo que temos que dar agora, as oposições, é um diálogo com esses movimentos para clarear isso. Nos querem lá?”.

Já o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso declarou que a participação dos partidos nas ruas seria “grave” e poderia “instrumentalizar” os atos convocados pela sociedade civil. “Os movimentos têm uma dinâmica própria e não foram convocados por partidos políticos. As siglas têm uma responsabilidade institucional”, disse ele no mesmo evento. FHC havia se manifestado contrário a tentativas de impeachment contra a presidenta que foi democraticamente eleita.

Aécio Neves apoiou os dois atos puxados pelos grupos neste ano – o do último domingo (12) e o do dia 15 de março. Em vídeo postado em suas redes sociais, incitou os brasileiros a irem às ruas, mas não compareceu em nenhuma das ocasiões. “O Aécio não estava porque a situação dele é muito singular. Ele é o estuário e é, possivelmente, o herdeiro desta situação. Ele não quer que pareça oportunismo”, afirmou Pestana, aparentemente certo de que o tucano será o próximo presidente do Brasil.

Em mais uma tentativa de explicar por que Neves não foi aos protestos, o deputado disse que ele não queria alimentar a ideia de que há um “terceiro turno”. “Imagina se o Aécio vai num movimento difuso e o cara pede um selfie com a camisa pedindo a volta dos militares. Aí o PT faz uma festa. Tudo é mais complexo do que parece”, declarou. 

*Com informações de O Estado de S. Paulo e Folha de S. Paulo

(Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado)



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