‘Não há política sem Deus’, afirma Cabo Daciolo

Ameaçado de expulsão, o destino do deputado no Psol deve ser definido ainda nesta semana; militar e evangélico, Daciolo apresentou proposta de emenda afirmando que o poder da Constituição deve se submeter a Deus e não ao povo.

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Ameaçado de expulsão, o destino do deputado no Psol deve ser definido ainda nesta semana; militar e evangélico, Daciolo apresentou proposta de emenda afirmando que o poder da Constituição deve se submeter a Deus e não ao povo

Por Redação

Ainda nesta semana, o deputado Cabo Daciolo (Psol-RJ) corre o risco de ser expulso de seu partido após se envolver em duas polêmicas: a defesa de policiais acusados da morte do ajudante de pedreiro Amarildo de Souza, no Rio de Janeiro, e a apresentação de uma proposta de emenda que afirma que o poder da Constituição deve se submeter a Deus e não ao povo.

Militar e evangélico, Daciolo foi bastante criticado por ferir a laicidade do Estado, que determina a separação entre religião e as decisões sociopolíticas do país. No entanto, o mal-estar gerado pelas declarações não impediu que o deputado reafirmasse seu posicionamento. “Não existe política sem Deus. O fôlego que está no teu nariz, na minha narina, esse é fôlego de vida. Deus bota e Deus tira, meu amigo”, disse em entrevista ao portal Congresso em Foco.

Ele não só minimiza a possibilidade de ser expulso do Psol, como afirmou que pretende concorrer ao governo do Rio pela sigla. O diretório nacional deve se reunir entre quinta e sexta-feira, em Brasília, para definir o destino do parlamentar. No domingo (10), uma página no Facebook promoveu uma manifestação virtual pedindo a saída de Cabo Daciolo do partido e contou com a adesão de cerca de mil pessoas.

Foto de capa: Luis Macedo/Câmara dos Deputados



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