Polícia Federal pede mais prazo em inquérito contra tucano

Órgão disse que não consegue encontrar peça-chave para avanço de investigações contra o senador Antonio Anastasia, acusado de receber R$ 1 milhão na Operação Lava Jato

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Órgão disse que não consegue encontrar peça-chave para avanço de investigações contra o senador Antonio Anastasia, acusado de receber R$ 1 milhão na Operação Lava Jato

Da Redação

Quando o inquérito é contra um tucano, as investigações parecem não caminhar na mesma velocidade que para petistas. Esta foi a repercussão nas redes sociais da notícia divulgada pela Folha de S. Paulo nesta terça-feira (21) de que a Polícia Federal tem encontrado dificuldades para localizar uma peça-chave no inquérito contra o senador Antonio Anastasia (PSDB).

O inquérito contra o ex-governador de Minas Gerais investiga a participação do tucano no esquema de corrupção da Petrobras, revelado pela Operação Lava Jato. A Polícia Federal solicitou ao Supremo Tribunal Federal a prorrogação do prazo de diligências. O argumento foi não ter conseguido ouvir o depoimento do agente da polícia federal Jayme Oliveira Filho, o Careca, para esclarecer se o congressista foi ou não beneficiado pelo esquema de desvio de recursos e pagamento de propina.

“O cabal esclarecimento dos fatos passa, necessariamente, pela reinquirição de Jayme com o propósito de colher pormenores que permitam, ao final, aferir a veracidade de sua narrativa”, diz a PF.

“O resultado dessa inquirição, reitere-se, determinará os rumos da investigação à medida que permitirá ou não vislumbra-se alguma linha investigativa plausível, ensejando, assim, a realização de novas diligências para a coleta de elementos informativos, como a oitiva do suposto beneficiário dos valores e outras”, completa.

O senador tucano é um dos 54 políticos investigados na Operação Lava Jato. Em depoimento prestado no dia 18 de novembro do ano passado, o policial Jayme Alves de Oliveira Filho, o Careca, disse que entregou R$ 1 milhão para Anastasia, a pedido do doleiro Alberto Youssef em 2010.



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