Marido de sócia de Merengue se defende: “estranho seria se ela fosse sócia de petista”

"Trata-se, na verdade, de uma tentativa baixa da militância petista, que vê seu partido envolvido em escândalos diários, de jogar todos numa vala comum”, acusa Juliano Nóbrega em e-mail, apesar de o caso ter sido trazido à tona pelo jornal Folha de S.Paulo e...

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“Trata-se, na verdade, de uma tentativa baixa da militância petista, que vê seu partido envolvido em escândalos diários, de jogar todos numa vala comum”, acusa Juliano Nóbrega em e-mail, apesar de o caso ter sido trazido à tona pelo jornal Folha de S.Paulo

Por Redação

O jornalista Juliano Nóbrega enviou na manhã desta quinta-feira (23) um e-mail para jornalistas e funcionários da CDN, onde trabalha, dando sua versão sobre o fato de sua esposa ser sócia da empresa Appendix, subcontratada de uma agência de publicidade que presta serviços ao governo de São Paulo (confira a história aqui).

De acordo com a mensagem, que Nóbrega pede que seja repassada “a quem acharem necessário”, “não há nenhuma irregularidade” nos contratos firmados pela Secretaria de Comunicação do estado. “Trata-se, na verdade, de uma tentativa baixa da militância petista, que vê seu partido envolvido em escândalos diários, de jogar todos numa vala comum”, observa, apesar de o caso ter sido trazido à tona pelo jornal Folha de S.Paulo e não por integrantes do PT.

Nóbrega foi coordenador de Imprensa da Subsecretaria de Comunicação paulista entre janeiro de 2011 e janeiro de 2015, como diz no e-mail. Sua esposa deixou o governo em setembro de 2013, três meses depois da contratação da Appendix, tornando-se sócia de Fernando Gouveia – conhecido nas redes como Gravataí Merengue, autor do site Implicante, basicamente antipetista – em fevereiro deste ano. A empresa recebe R$ 70 mil por mês dos cofres do estado para atualizar o portal e os perfis nas redes sociais da Secretaria de Cultura.

“Deixei o governo em janeiro de 2015. Em fevereiro, a Cristina decidiu aceitar um convite da Appendix e tornou-se sócia da empresa. Ela vem atuando com comunicação digital nos últimos anos, e viu uma oportunidade de ampliar horizontes profissionais nessa área. Algo natural, inclusive por se tratarem de pessoas com afinidades de opinião. Estranho seria se ela fosse trabalhar numa empresa cujo sócio fosse um petista…”, justifica.
Confira abaixo a íntegra do e-mail

“Caros amigos,

A Folha de S. Paulo de hoje cita meu nome e o da Cristina em reportagem sobre contratos de comunicação do Governo de São Paulo.

Como se pode concluir pela leitura da matéria, não há nenhuma irregularidade. Trata-se, na verdade, de uma tentativa baixa da militância petista, que vê seu partido envolvido em escândalos diários, de jogar todos numa vala comum.
Aos fatos:

1. Fui coordenador de Imprensa da Subsecretaria de Comunicação do governo entre jan/2011 e jan/2015. Nesse período, as agências de publicidade contratadas por licitação realizaram diversos serviços por meio de uma série fornecedores subcontratados, como prevê expressamente a lei.

2. Entre esses fornecedores está a empresa Appendix, que presta serviços de comunicação digital para o portal e para as redes sociais da Secretaria da Cultura. Foi contratada de forma totalmente regular, por ter oferecido o menor preço. Os serviços são prestados com funcionários regularizados via CLT, todos os impostos recolhidos, toda a documentação em ordem.

3. Um dos sócios da Appendix é Fernando Gouveia, blogueiro conhecido na internet por falar mal do PT. Essa é apenas a opinião PESSOAL dele, em blogues e sites com os quais contribui. O que a Folha e a militância petista sugerem é que governos ou organizações deveriam verificar as opiniões pessoais de sócios antes de contratar empresas. Ou por outra: a opinião do sócio deveria ser critério de seleção de uma empresa. Simplesmente absurdo.

4. Deixei o governo em janeiro de 2015. Em fevereiro, a Cristina decidiu aceitar um convite da Appendix e tornou-se sócia da empresa. Ela vem atuando com comunicação digital nos últimos anos, e viu uma oportunidade de ampliar horizontes profissionais nessa área. Algo natural, inclusive por se tratarem de pessoas com afinidades de opinião. Estranho seria se ela fosse trabalhar numa empresa cujo sócio fosse um petista…

É apenas isso. Vale lembrar que todas as informações usadas pela Folha foram obtidas porque estavam disponíveis publicamente, com transparência.

Vamos nos defender, inclusive judicialmente, contra aqueles que usarem esse episódio para nos caluniar.

Peço que repassem essas informações a quem acharem necessário.

Agradecemos desde já o apoio de todos, e ficamos à disposição se precisarem de qualquer esclarecimento”.

Juliano da Nóbrega



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