“Há seletividade na investigação”, diz Berzoini sobre casos de corrupção no Brasil

"Será que não cabe um paralelo entre o que aconteceu na Petrobras com o que aconteceu no Metrô de São Paulo (formação de cartel), o que aconteceu no governo de Minas (mensalão mineiro)nos anos anteriores?", afirmou o ministro das Comunicações em entrevista a jornal

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“Será que não cabe um paralelo entre o que aconteceu na Petrobras com o que aconteceu no Metrô de São Paulo (formação de cartel), o que aconteceu no governo de Minas (mensalão mineiro)nos anos anteriores?”, afirmou o ministro das Comunicações em entrevista a jornal

Por Redação

Em entrevista publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo neste domingo (26), o ministro das Comunicações, Ricardo Berzoini, disse que há “seletividade de investigação” em relação aos escândalos de corrupção no Brasil. “O curioso é que ninguém se pergunta: será que isso acontece só na Petrobras? Será que grandes estatais estaduais de governo de outros partidos não estiveram envolvidas também nisso?”, contestou, referindo-se às práticas ilícitas de executivos da estatal.

Berzoini lembrou outros casos tão graves quanto o da Petrobras, mas que não são tão explorados pela grande mídia. “Será que não cabe um paralelo entre o que aconteceu na Petrobras com o que aconteceu no Metrô de São Paulo (formação de cartel), o que aconteceu no governo de Minas (mensalão mineiro)nos anos anteriores?”, argumentou.

O petista não negou a existência de desvios na empresa, mas afirmou que todas as medidas necessárias estão sendo tomadas. “Existe um compromisso com o governo em tratar esse problema de maneira republicana. A Polícia Federal, o Ministério Público, a AGU (Advocacia-Geral da União), a Justiça cumprem suas funções e o governo tem que continuar governando”, declarou.

O ministro comentou também as tentativas de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) empreendidas pela oposição, representada, sobretudo, na figura do PSDB. “Muitas vezes eles levantam essa bandeira até por falta de algo mais consistente para dizer”, assinalou. “Temos que tratar com tranquilidade, com firmeza, dizendo que alguns discursos são golpistas, mas ao mesmo tempo lembrando que isso está previsto na Constituição e pode ser uma forma de tensionar o ambiente político até 2018.”

Questionado sobre os prejuízos eleitorais que os resultados da Operação Lava Jato podem trazer a seu partido, Berzoini não foi alarmista. “É claro que não dá para abstrair o fato de que esse conjunto de informações, verdadeiras ou não sobre o PT, vai ter impacto eleitoral. O que não acho é que seja um impacto intransponível”, avaliou. “O partido precisa se organizar para essa disputa de maneira objetiva. A melhor saída é optar pela realidade e não subestimar a inteligência do eleitor.”

(Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados)



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