Aos 82 anos, morre ator e diretor Antônio Abujamra

A informação foi confirmada na manhã desta terça-feira (28) pela TV Cultura, onde ele apresentava o programa "Provocações".

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A informação foi confirmada na manhã desta terça-feira (28) pela TV Cultura, onde ele apresentava o programa “Provocações”

Por Redação

Morreu nesta terça-feira (28), em São Paulo, o ator, diretor e apresentador Antônio Abujamra, aos 82 anos. A informação foi confirmada pela TV Cultura, onde ele apresentava o programa “Provocações”. A página oficial da atração no Facebook divulgou nota lamentando a notícia: “É com grande pesar que informamos que hoje, 28/04/2015, o apresentador de Provocações, Antônio Abujamra, faleceu. Agradecemos o carinho e apoio de todos que tem nos acompanhado ao longo desses 14 anos de programa”. A causa da morte não foi revelada.

Considerado uma figura inovadora no cenário teatral brasileiro nas décadas de 1960 e 1970, Abujamra nasceu em 13 de setembro de 1932, em Ourinhos (SP). Formou-se em filosofia e jornalismo pela PUC do Rio Grande do Sul. Ao voltar da Europa, onde passou uma temporada, estreou profissionalmente em 1961 dirigindo “Raízes”, de Arnold Wesker, no Teatro Cacilda Becker, e “José, do Parto à Sepultura”, de Augusto Boal, no Teatro Oficina. Na sequência, dirige uma série de espetáculos para a produtora Ruth Escobar, começando por “Antígone, América”, de Carlos Henrique Escobar (1962).

Em 1963, funda o Grupo Decisão com Antônio Ghigonetto e Emílio Di Biasi, com a intenção de fazer um teatro político, influenciado por Bertold Brecht. Posteriormente, ele trabalha com Nicette Bruno e Paulo Goulart no Teatro Livre. Em 1975, a censura proíbe a estreia de “Abajur Liás”, de Plínio Marcos. No mesmo ano, ele dirige Antônio Fagundes no monólogo “Muro de Arrimo”, de Carlos Queiroz Telles.

No início dos anos 1980, dedica-se a recuperar o Teatro Brasileiro de Comédia, em um movimento que acaba lançando grandes nomes, como Millôr Fernandes. Abujamra atuou ainda em novelas como “Que Rei Sou Eu?” (1989), da TV Globo, que o tornou mais conhecido do grande público. Em 1991, funda a companhia Os Fodidos Privilegiados e recebe um Prêmio Molière pela direção do espetáculo “Um Certo Hamlet”.

Foto de capa: Divulgação



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