Em ato unificado, sindicatos protestam contra projeto de terceirização no Rio

De acordo com o diretor de Comunicação da CUT-RJ, Edson Munhoz, o evento reuniu, pela primeira vez, todas as centrais sindicais do estado e partidos políticos de esquerda, além de movimentos sociais

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De acordo com o diretor de Comunicação da CUT-RJ, Edson Munhoz, o evento reuniu, pela primeira vez, todas as centrais sindicais do estado e partidos políticos de esquerda, além de movimentos sociais

Por Akemi Nitahara, na Agência Brasil 

Para marcar o Dia do Trabalhador, comemorado hoje (1º), diversos sindicatos do Rio de Janeiro e movimentos sociais promovem neste momento um ato nos Arcos da Lapa contra o Projeto de Lei (PL) 4330, aprovado na Câmara dos Deputados e em análise no Senado, que permite a contratação de trabalhadores por meio de empresas terceirizadas em todas as atividades, inclusive nas áreas fim.

A concentração para o ato político-cultural 1º de Maio Unificado – Em Defesa dos Direitos, da Democracia e do Combate à Corrupção! começou por volta de 15h. De acordo com o diretor de Comunicação da CUT-RJ, Edson Munhoz, o evento reuniu, pela primeira vez, todas as centrais sindicais do estado e partidos políticos de esquerda, além de movimentos sociais.

“A verdade é que a PL 4330 acabou unindo mesmo as pessoas e movimentos sindicais que tinham divergência. Nesse momento, o maior interesse nosso é a garantia das leis e avançar. Esse projeto leva o Brasil a uma situação anterior à CLT [Consolidação das Leis do Trabalho], uma legislação que não está atualizada, mas ainda é boa em muitos aspectos. Esse projeto desmonta a CLT, ele é inconstitucional. A gente vai ter muita luta, porque a ideia do Eduardo Cunha [presidente da Câmara dos Deputados] é entregar ao empresariado o direito dos trabalhadores”.

Para Munhoz, o projeto será modificado no Senado. “A composição do Senado é diferente, a gente nunca teve uma Câmara dos Deputados, que eu tenha conhecimento, tão reacionária, tão de direita, com tantos empresários, com tanta representação do patrão como tem agora. Além disso, não existe uma disposição do presidente do Senado de brigar e bater de frente como tem o Eduardo Cunha com o governo da Dilma. E a gente tem certeza que se passar dos dois, a Dilma vai vetar”.

Integrante da coordenação nacional do movimento Juventude Vamos à Luta, a estudante Mariana Nolte, de 23 anos, faz críticas mais duras ao governo. “Os ataques que o governo Dilma está aplicando atingem em cheio os trabalhadores, mas também respingam muito na juventude. Hoje a educação está sendo vanguarda de várias lutas no país, porque os estados também estão sofrendo com o impacto do ajuste fiscal do governo federal. E a educação, consequentemente os estudantes, tem sofrido muito esses ataques. A gente do Vamos à Luta acha que será necessária uma greve geral da educação este ano, para derrotar os cortes de R$ 7 bilhões que a Dilma já tirou da educação”.

Em defesa da presidenta, o bancário Antonio Vazques levou um enorme boneco de Dilma Rousseff ao ato. “Estamos aqui hoje no 1º de Maio para fortalecer a nossa presidenta Dilma Roussef, que precisa do nosso apoio para vencer essa direita ultrapassada, atrasada, uma direita lacerdista que não aprendeu que o Brasil tem que ser ponta de lança do planeta. O povo brasileiro tem inteligência, capacidade, coragem e trabalha para ser um país de destaque no mundo. Não adianta, os cães entreguistas lesa-pátria não vão vencer! Fora Eduardo Cunha, imperador romano”.

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil 



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