Janine: “Cotas serão necessárias enquanto houver racismo”

“Um bom aluno discriminado deve ser comparado com um aluno não discriminado muito bom. Porque ele teve que enfrentar toda uma agenda injusta, desnecessária, até mesmo infame, que nós que aqui estamos nunca tivemos que enfrentar”, defendeu o ministro.

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“Um bom aluno discriminado deve ser comparado com um aluno não discriminado muito bom. Porque ele teve que enfrentar toda uma agenda injusta, desnecessária, até mesmo infame, que nós que aqui estamos nunca tivemos que enfrentar”, defendeu o ministro

Por Redação

Em entrevista ao G1 na quinta-feira (30), em São Paulo, o ministro da Educação, Renato Janine Ribeiro, defendeu o sistema de cotas raciais e sociais no ensino “enquanto houver racismo”.

“Isso requer medidas. E a medida mais adequada se chama ação afirmativa, que pode incluir ou não cotas, mas que é muito importante”, afirmou o ministro sobre a discriminação de negros e indígenas no país. Segundo ele, o fato é uma “realidade empírica”.

De acordo com o levantamento feito pelo G1 em 2014, em 90% dos cursos do Sisu, os negros tiveram nota de corte menor entre os cotistas, e os alunos de rede pública passariam sem cotas em 11% dos cursos ofertados.

“Um bom aluno discriminado deve ser comparado com um aluno não discriminado muito bom. Porque ele teve que enfrentar toda uma agenda injusta, desnecessária, até mesmo infame, que nós que aqui estamos nunca tivemos que enfrentar”, defende Janine, que nesta semana completa um mês à frente do MEC.

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Foto de capa: EBC



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