Ato pela libertação de brasileiro preso na Palestina chega ao gabinete da Presidência da República

O protesto realizado em São Paulo, na última sexta-feira, buscou chamar a atenção para o caso de Islam Hamed, preso arbitrariamente em Nablus, na Palestina; a pena que cumpria expirou em 2013, mas ele continua à espera de sua liberdade.

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O protesto realizado em São Paulo, na última sexta-feira, buscou chamar a atenção para o caso de Islam Hamed, preso arbitrariamente em Nablus, na Palestina; a pena que cumpria expirou em 2013, mas ele continua à espera de sua liberdade

Por Letícia Sé

Islam Hamed é um brasileiro-palestino que está preso arbitrariamente em Nablus, na Palestina. A pena que cumpria expirou em 2013, mas Hamed ainda está à espera de sua liberdade. Ele protesta pela volta ao Brasil cumprindo uma greve de fome que já dura trinta dias. Porém, até o momento, a diplomacia brasileira não tomou medidas pertinentes diante da situação.

O ato realizado na última sexta-feira (8) em frente ao escritório da Secretaria Geral da Presidência, na avenida Paulista, em São Paulo, teve como objetivo a divulgação do caso de Islam Hamed e a cobrança de um posicionamento do governo federal.

O protesto teve início por volta das 11 horas da manhã, quando parentes, amigos e ativistas da causa palestina confeccionaram cartazes pedindo a liberdade e repatriação de Hamed. Ao meio-dia, os manifestantes foram chamados para conversar com Nilza Fiuza, chefe do gabinete regional da Presidência da República, que demonstrou comprometimento. “Esses documentos vão para a mesa dela”, disse, referindo-se à presidenta Dilma Rousseff e aos manifestos escrito pelos parentes, nos quais constam nomes de organizações que apoiam a volta de Hamed.

Ele foi preso pela primeira vez aos 17 anos por atirar pedras em um tanque militar de Israel. Desde então, viveu em liberdade por apenas 18 meses, sendo encarcerado por diversas vezes ao longo de sua juventude. Atualmente, sob a acusação de ter promovido ações contra o governo, é prisioneiro da Autoridade Palestina, entidade que afirma não poder libertá-lo por temor ao possível ataque ou reaprisionamento israelense.

Aline Baker, prima de Hamed e organizadora do movimento, demostra que a família não perderá a força: “Nilza Fiuza já encaminhou o manifesto para a presidente. Mas, na segunda-feira, volto a protocolar outro documento”.

Confira abaixo algumas fotos do protesto:

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