Youssef nega que Palocci tenha pedido verba para campanha de Dilma

"Não conheço Antonio Palocci e ele nunca me fez nenhum pedido para que angariasse recurso”, afirmou Alberto Youssef em depoimento à CPI nesta segunda-feira, desmentindo o que havia dito o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa.

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“Não conheço Antonio Palocci e ele nunca me fez nenhum pedido para que angariasse recurso”, afirmou Alberto Youssef em depoimento à CPI nesta segunda-feira, desmentindo o que havia dito o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa

Por Redação

Nesta segunda-feira (11), o doleiro Alberto Youssef negou ter sido procurado pelo ex-ministro da Casa Civil Antonio Palocci para viabilizar R$ 2 milhões em doações à campanha presidencial de Dilma Roussef (PT) em 2010, conforme havia dito o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, em delação premiada.

“Não conheço Antonio Palocci e ele nunca me fez nenhum pedido para que angariasse recurso. Eu creio que ele esteja equivocado sobre esse assunto. Eu não creio que seja uma mentira, pode ser que outra pessoa tenha feito esse pedido e isso tenha sido feito, mas não foi feito comigo. Eu não conheço o Palocci ou os assessores dele”, declarou Youssef em Curitiba a integrantes da CPI que acompanha o caso.

A declaração anteriormente dada por Costa fez com que a oposição pedisse investigação contra Dilma junto ao procurador-geral da República, Rodrigo Janot, e ao Supremo Tribunal Federal. Porém, os dois órgãos negaram a abertura de inquérito contra a presidenta, por concluírem que não havia indícios suficientes contra ela.

Entre outros assuntos abordados no depoimento, Youssef também confirmou o pagamento de R$ 10 milhões em 2010 ao então senador Sérgio Guerra, do PSDB (já falecido), para abafar uma CPI no Congresso.

Vaccari

Sobre a relação com o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto, ele disse que Vaccari “deve ter ido” ao seu escritório no fim de 2013 ou início de 2014. “Não liguei para ele convidando para ir ao meu escritório. Pode ser que em encontros casuais em restaurantes, eu possa ter dito para ele ir ao meu escritório tomar um café. Era só para tomar um café”, declarou.

“Nunca operei com Vaccari diretamente, fiz operação para a Toshiba (empresa investigada na Lava Jato) que diz que o dinheiro era direcionado para Vaccari”, argumentou. Apesar disso, Youssef disse ter mandado entregar dinheiro para a cunhada do ex-tesoureiro, Marice Corrêa, e também na sede do PT, em São Paulo.

Planalto

Questionado pelo deputado tucano Bruno Covas (PSDB-SP) se o Planalto sabia do esquema, respondeu: “Não havia uma coordenação, mas acredito que eles tinham conhecimento”. Apesar da dúvida, a imprensa tradicional já alardeou como uma confirmação do doleiro sobre o conhecimento do governo no esquema de corrupção na estatal.

Foto de capa: Reprodução

 



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