O que as greves de professores pelo país têm em comum: os governos

Dos cinco locais do Brasil que possuem professores da rede estadual de ensino em greve, quatro são governados pelo PSDB e um pelo PSD; confira quais são os estados e suas reivindicações.

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Dos cinco locais do Brasil que possuem professores da rede estadual de ensino em greve, quatro são governados pelo PSDB e um pelo PSD; confira quais são os estados e suas reivindicações 

Por Redação 

Vem chamando atenção na imprensa, nas últimas semanas, a greve dos professores da rede estadual de ensino do Paraná, principalmente por conta da operação policial que deixou centenas de feridos no final de abril. Vez ou outra, a mídia tradicional veicula também algo sobre a greve dos professores do estado de São Paulo, que continua sendo ignorada pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB). Outros três estados do país, no entanto, também possuem professores estaduais em greve e pouco se fala ou se noticia. 

Ainda que as reivindicações dos docentes de cada estado sejam bem parecidas – como a questão do reajuste salarial -, um ponto que converge entre eles é a orientação política e a falta de diálogo do governo. Dos cinco estados que têm professores paralisados, quatro são governados pelo PSDB e um pelo PSD. 

Confira quais são eles: 

Goiás 

Os docentes entraram em greve na última quarta-feira (13) e pedem ao governo de Marconi Perillo (PSDB) o pagamento do piso dos professores e do salário integral dentro do mês trabalhado, a data-base dos administrativos, salário dos contratos temporários equiparados de acordo com o dos efetivos e a realização de concurso público. 

Pará 

No norte do país, os professores já estão em greve há mais de 50 dias. Eles pedem, entre outras coisas, o envio do Plano de Carreira, Cargos e Salários (PCCR) à Assembleia Legislativa do Estado do Pará (Alepa), a realização de reformas das escolas e o pagamento integral do retroativo do piso salarial. Apesar do tempo de paralisação, o governador Simão Jatene (PSDB) ainda não negociou com a categoria. Cinquenta professores estão, desde o início da greve, acampados no prédio do Centro Integrado de Governo (CIG), em Belém. 

São Paulo 

Em São Paulo, os professores da rede estadual estão paralisados há dois meses e, até agora, nenhuma proposta para retomar as aulas foi apresentada pelo governo do estado, comandado por Geraldo Alckmin (PSDB). Com 70% da categoria em greve, de acordo com o sindicato, os docentes reivindicam reajuste salarial de 75,33%, além de  melhores condições de trabalho, como o fim das salas de aula superlotadas. Desde que a paralisação começou, Alckmin a trata como uma “novela” ou, em alguns casos, afirma que “não existe greve em SP”. 

Paraná 

Paralisados há 21 dias, os professores da rede estadual do Paraná ganharam os holofotes da imprensa, principalmente por conta do massacre do qual foram vítimas em protesto realizado há duas semanas. Mesmo diante da evidente irresponsabilidade de seu governo em atacar os docentes, o governador Beto Richa (PSDB) até agora não apresentou uma proposta que satisfaça a categoria, que pede 8,17% de reajuste salarial. 

Santa Catarina 

Há 52 dias em greve, os professores estaduais de Santa Catarina também não receberam, até o momento, uma proposta por parte do governo Raimundo Colombo (PSD) que atenda as suas demandas. Eles reivindicam o Plano de Carreira, aplicação do aumento de 13% do piso nacional da categoria para toda a carreira e anistia aos grevistas de outros anos.

 

Foto: Inácio Teixeira/APEOESP 

 



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