Não tem arrego: Professores da rede pública de SP mantêm greve

Paralisação já dura 68 dias e nova assembleia foi marcada para a próxima sexta-feira; segundo Apeoesp, ato de hoje contou com 20 mil pessoas.

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Paralisação já dura 68 dias e nova assembleia foi marcada para a próxima sexta-feira; segundo Apeoesp, ato de hoje contou com 20 mil pessoas

Por Redação

Na décima assembleia realizada desde 13 de março, quando se iniciou a greve, os professores da rede estadual de São Paulo decidiram manter o movimento, que já dura 68 dias. Após a reunião, na tarde de hoje (22), a categoria fez uma passeata pela Rua da Consolação e desceu até a Praça da República, no centro da capital, onde fica a sede da Secretaria Estadual de Educação.

De acordo com a Polícia Militar, o ato contou com 3 mil manifestantes, mas o Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) estima que 20 mil pessoas participaram da caminhada. Nova assembleia foi marcada para a próxima sexta-feira (29), como de costume, no vão-livre do Museu de Arte de São Paulo (Masp), na Avenida Paulista. Neste mesmo dia, a categoria se unirá à paralisação geral convocada por centrais sindicais contra o Projeto de Lei 4.330, que libera as terceirizações.

Os professores reivindicam reajuste salarial de 75,33% para equiparação a outras profissões com ensino superior, segundo cálculo da Apeoesp. A meta de valorização do magistério integra o Plano Nacional de Educação (PNE), sancionado em 2014 pela presidenta Dilma Rousseff. 

Na última quarta-feira (20), o Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu descontar os dias parados dos professores em greve. O sindicato disse que vai recorrer. Já o governo de Geraldo Alckmin (PSDB) afirma que só falará em reajuste no mês de julho.



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