Segundo ato pela repatriação de Islam Hamed exige soluções urgentes do governo federal

O cidadão brasileiro-palestino, preso na Cisjordânia, deveria ter sido solto em 2013; pedindo liberdade e a vinda ao Brasil, ele realiza uma greve de fome há mais de 40 dias

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O cidadão brasileiro-palestino, preso na Cisjordânia, deveria ter sido solto em 2013; pedindo liberdade e a vinda ao Brasil, ele realiza uma greve de fome há mais de 40 dias

Por Letícia Sé

A entrada do prédio da Secretaria-Geral da Presidência, em São Paulo, serviu de espaço a mais uma manifestação pela libertação de Islam Hamed, na noite da última quinta-feira (21). O cidadão brasileiro-palestino permanece encarcerado em Nablus, na Cisjordânia, quando deveria ter sido solto em 2013. Pedindo liberdade e a vinda ao Brasil, ele realiza uma greve de fome há mais de 40 dias.

Os manifestantes levaram velas e as dispuseram no chão de maneira que formassem o número “40”, memorando a extensão da greve de fome que Islam realiza. A família explica que o objetivo da greve seria sensibilizar o governo federal pela repatriação do brasileiro-palestino, que continua cumprindo uma pena já findada. Contudo, medidas eficazes ainda não foram tomadas e Hamed corre risco de vida. Durante o ato, estudantes, família, amigos e militantes da causa explicavam o motivo de tal manifestação aos transeuntes, bradando, frequentemente, que a presidenta Dilma Rousseff tem o dever de interceder no aprisionamento arbitrário de Hamed.

O primeiro protesto, realizado no último dia 8, teve como resposta o comprometimento do Gabinete Regional da Presidência da República em encaminhar e solucionar o caso. Já no dia 19, o Ministério das Relações exteriores afirmou, em nota oficial, que “o governo brasileiro lamenta que suas gestões não tenham até o momento sensibilizado os governos palestino e israelense”.

Familiares não compreendem tal passividade com que as autoridades brasileiras, palestinas e israelenses lidam com o caso. Segundo eles, Hamed é um preso político, já que apoia o Movimento de Resistência Islâmica, o Hamas. “Islam não é um criminoso. É uma pessoa de grande coração, um sobrinho maravilhoso (…) Ele não merece esse tratamento”, afimou Mariam Baker, sua tia, em discurso durante a última manifestação.

(Foto: Letícia Sé/Victor Bayan Shams​)



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