Crítico de “golpe”, Jô corre risco de deixar a Globo

Desde que começou a criticar a tese do impeachment contra Dilma, em seu programa, Jô Soares virou sessão coruja, perdeu a plateia e precisou demitir dois integrantes da banda; após encontro com a presidenta na semana passada, em Brasília, poderá até deixar a emissora.

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Desde que começou a criticar a tese do impeachment contra Dilma, em seu programa, Jô Soares virou sessão coruja, perdeu a plateia e precisou demitir dois integrantes da banda; após encontro com a presidenta na semana passada, em Brasília, poderá até deixar a emissora

Por Brasil 247

Defensor recorrente da presidente Dilma Rousseff em seu programa, o apresentador Jô Soares está ameaçado a deixar a Globo, pela primeira vez desde que estreou seu talk show, há 15 anos. De acordo com o colunista de TV Daniel Castro, a emissora herdada pelos irmãos Marinho grava pilotos de um projeto de Marcelo Adnet, que tem como objetivo, a médio ou longo prazos, substituir o ‘Gordo’.

O contrato de Jô com a emissora foi renovado no final do ano passado e vence no fim de 2016. À coluna de Daniel Castro, ele negou os rumores. “Eu nunca rompi um contrato em toda a minha vida. Tenho contrato com a Globo por mais dois anos e vou cumpri-lo”, assegurou. “Romper contrato não está no meu DNA”, acrescentou.

Mas a verdade é que desde que começou a criticar as tentativas de impeachment contra Dilma em seu programa, o que chamou de “golpe” no quadro “as meninas do Jô”, em que se reúne com jornalistas para discutir política, Jô passou a gravar em um estúdio menor, sem plateia, precisou demitir dois integrantes da banda e teve seu programa transferido para a sessão coruja.

Na semana passada, o provável estopim para a Globo: ele foi recebido pessoalmente no Palácio do Alvorada, em Brasília, onde teve uma conversa informal com a presidente, que prometeu ir novamente ao seu programa – ela já foi uma vez, quando ministra, em 2008 – em breve. Recentemente, Jô desferiu duras críticas ao senador Aécio Neves (PSDB-MG), principal opositor do governo.

“Como é que um político que foi secretário e neto do Tancredo Neves não aprendeu ainda nada sobre política. Parece coisa de República de patetas. O FHC não tinha nem que se pronunciar porque é um absurdo tão grande. Foram até procurar juristas!”, indignou-se.

Foto de capa: Roberto Stuckert Filho/PR

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