O contragolpe de Eduardo Cunha: Câmara aprova financiamento empresarial a partidos

O presidente da Casa quebrou o acordo que havia feito ontem - quando os parlamentares rejeitaram o financiamento privado - e colocou para votação nova emenda que torna constitucional a doação de empresas a partidos políticos

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O presidente da Casa quebrou o acordo que havia feito ontem – quando os parlamentares rejeitaram o financiamento privado – e colocou para votação nova emenda que torna constitucional a doação de empresas a partidos políticos 

Por Redação

A votação da noite desta quarta-feira (27) foi muito contestada. Isso porque na noite da terça-feira (26), a proposta que tornava constitucional as doações de empresas a candidatos em campanhas eleitorais foi derrotada em plenário. Como se tratava de uma proposta de emenda constitucional, era necessário que conseguisse 308 votos, tendo atingido somente 264 votos, com 207 contrários e 4 abstenções.

O presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ) afirmou hoje, de forma contrária ao que havia dito ontem, que o regimento obriga a votação do texto-base do relator da Comissão Especial se nenhuma emenda for aprovada antes. Assim, permitiu a apresentação de novas emendas aglutinativas, entre elas a proposta pelo deputado federal Celso Russomanno (PRB-SP), que permite o financiamento empresarial a partidos políticos. Dessa maneira, Cunha conseguiu virar o jogo e a Casa aprovou a emenda por 330 votos a favor e 141 contra. Houve uma abstenção.

Parlamentares viram na atitude do presidente da Câmara uma espécie de contragolpe. “Entendemos que houve manifestação da Casa de que o financiamento por empresas foi rejeitado. Qualquer outro tema que traga isso de volta é matéria vencida”, se manifestou o líder do PT Sibá Machado (AC). “O PCdoB não concorda em reabrir o debate sobre financiamento empresarial”, disse a líder do partido Jandira Feghali (RJ).

Foto: Gustavo Lima/ Câmara dos Deputados



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