SwissLeaks: Brasil terá acesso a nomes de correntistas

O secretário de Finanças Internacionais do Departamento Federal da Suíça, Jacques de Watteville, confirmou a conclusão de um acordo inédito com o Brasil para troca automática de informação sobre correntistas investigados na operação.

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O secretário de Finanças Internacionais do Departamento Federal da Suíça, Jacques de Watteville, confirmou a conclusão de um acordo inédito com o Brasil para troca automática de informação sobre correntistas investigados na operação

Por Portal Vermelho

O secretário de Finanças Internacionais do Departamento Federal da Suíça, Jacques de Watteville, confirmou a conclusão de um acordo inédito com o Brasil para troca automática de informação sobre correntistas investigados na operação SwissLeaks.

Com isso, a Receita Federal poderá pedir às autoridades suíças detalhes sobre brasileiros com contas secretas em Genebra ou Zurique. O acordo é resultado da ação direta do governo da presidenta Dilma Rousseff. Em março, o secretário nacional de Justiça Beto Vasconcelos, destacou o avanço das negociações para garantir a investigação dos fatos.

“A negociação foi concluída e os textos estão prontos”, disse o suíço Watteville. “A questão agora é apenas procedimental de assinatura entre os dois governos e depois a aprovação pelo Poder Legislativo de ambos os países”, explicou.

Ainda segundo o secretário suíço, para que a consulta seja realizada, o Brasil terá de apresentar o nome do suspeito de evasão fiscal e uma investigação que demonstre que existem indícios do crime. “O Brasil vai poder ter esse acesso, até mesmo para casos de evasão”, disse.

O acordo é inédito porque os demais acordos de cooperação entre o Brasil e a Suíça apenas previam os casos criminais, como corrupção, fraude ou lavagem de dinheiro.

O caso Swissleaks, alvo de uma CPI no Senado, envolve 8.667 brasileiros que mantêm ou mantiveram contas secretas na Suíça, no HSBC de Genebra. No total, mais de 300 contas foram bloqueadas, com mais de US$ 400 milhões.

Dados oficiais do Banco Nacional da Suíça indicam que, no início de 2014, a fortuna declarada mantida por correntistas e empresas brasileiras no país chegava a cerca de US$ 3,5 bilhões.



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