Referendo provou que democracia não pode ser chantageada, diz primeiro-ministro da Grécia

Neste domingo, gregos decidiram não aceitar as medidas de austeridade propostas pelos credores internacionais em troca de ajuda financeira. Após vitória do "não", líder da oposição na Grécia pediu demissão

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Neste domingo, gregos decidiram não aceitar as medidas de austeridade propostas pelos credores internacionais em troca de ajuda financeira. Após vitória do “não”, líder da oposição na Grécia pediu demissão

Por Redação*

Em discurso transmitido pela televisão, o primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, disse que o referendo realizado neste domingo (5) provou “que a democracia não pode ser chantageada” e negou que a vitória do “não” signifique uma ruptura com a Europa. “Quero agradecer a todos, independentemente de como votaram. Os gregos fizeram uma escolha corajosa que vai mudar o debate na Europa”, afirmou.

Com mais de 94% da apuração concluída, o “não”bateu o “sim” com 61,44% dos votos contra 38,56%, segundo dados divulgados pelo Ministério do Interior do país. Com o resultado, a Grécia rejeitou as medidas de austeridade propostas pelos credores internacionais – FMI (Fundo Monetário Internacional), BCE (Banco Central Europeu) e o bloco europeu – em troca de ajuda financeira ao país.

Leia mais: “Não” vence referendo e Grécia rejeita propostas de credores

Demissão

Após a vitória do “não”, o líder do principal partido da oposição grega, Antonis Samaras, pediu demissão. “Compreendo que nosso grande partido precisa de um novo começo. Demito-me hoje da liderança do Nova Democracia e peço a Evangelos Meimarakis para assumir provisoriamente a presidência”, declarou, em breve discurso na TV.

Samaras, que foi primeiro-ministro até janeiro passado, liderou a campanha pelo “sim” no referendo. Meimarakis, ex-presidente do parlamento e atual deputado, é o número dois na hierarquia do Nova Democracia, legenda de centro-direita.

*Com informações da Agência Brasil

(Foto: Andrea Bonetti)



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