Renan Calheiros fica na mira da Justiça Federal do DF por improbidade administrativa

Ele é acusado de receber dinheiro da construtora Mendes Júnior para pagar despesas pessoais e forjar documentos que justificassem a propina; se condenado, pode perder o mandato de senador.

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Ele é acusado de receber dinheiro da construtora Mendes Júnior para pagar despesas pessoais e forjar documentos que justificassem a propina; se condenado, pode perder o mandato de senador

Por Redação

A 14ª Vara da Justiça Federal de Brasília atendeu ao pedido do Ministério Público Federal e abriu ação civil de improbidade administrativa contra o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). Ele é acusado de receber propina da construtora Mendes Júnior para pagar despesas pessoais.

Segundo os procuradores, o senador forjou documentos que justificassem a propina ilícita. A ação diz ainda que Cláudio Gontijo, lobista da Mendes Júnior, fazia repasses a Renan, que retribuía com emendas parlamentares.

Com a decisão, o peemedebista passa a ser réu, podendo ser punido com a devolução do dinheiro que eventualmente tenha sido obtido de forma ilegal, perda de bens, pagamento de multa, além de inelegibilidade.

O político também é alvo de investigação na Operação Lava Jato, sob suspeita de ter recebido dinheiro desviado da Petrobras. Ele nega qualquer irregularidade.
Foto de capa: Moreira Mariz / Agência Senado



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