“Não somos do tipo que recua, o país voltará a crescer”, afirma Dilma

Em discurso durante a inauguração da ponte Anita Garibaldi, em Laguna (Santa Catarina), a presidenta afirmou que nos últimos 13 anos o Brasil construiu um país mais forte e muito mais capaz de enfrentar crises que no passado: "Hoje estamos passando por dificuldades econômicas,...

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Em discurso durante a inauguração da ponte Anita Garibaldi, em Laguna (SC), a presidenta afirmou que nos últimos 13 anos o Brasil construiu um país mais forte e muito mais capaz de enfrentar crises que no passado: “Hoje estamos passando por dificuldades econômicas, mas eu quero dizer para vocês que tem gente que, diante das dificuldades, desiste, abaixa os braços e recua. Nós não somos este tipo de gente”

Por Dayane Santos, do Portal Vermelho

Em discurso durante a inauguração da ponte Anita Garibaldi, em Laguna (Santa Catarina), nesta quarta-feira (15), a presidenta Dilma Rousseff afirmou que nos últimos 13 anos o Brasil construiu um país mais forte e muito mais capaz de enfrentar crises que no passado. “E essa ponte faz parte dessa construção de capacidade de reagir. Podem ter certeza, o Brasil irá voltar a crescer, gerar cada vez mais pontes, mais empregos e contar com a população trabalhadora”, disse a presidenta.

Dilma fez uma analogia com o simbolismo de uma ponte com o momento atual do país. “Ponte é um símbolo muito forte e deve nos inspirar. Uma ponte une, fortalece, junta energia, permite que se supere obstáculos. O que nós queremos no Brasil é que, entre nós, construam-se pontes. Porque, juntos, somos capazes de superar as dificuldades”, salientou ela sob os aplausos da plateia.

“Hoje estamos passando por dificuldades econômicas. Mas eu quero dizer para vocês que tem gente que, diante das dificuldades, desiste, abaixa os braços e recua. Nós não somos este tipo de gente. Nós enfrentamos a dificuldade porque, só enfrentando a dificuldade, seremos capazes de superar”, disse a presidente. E salientou: “Para superar é preciso ter duas coisas: humildade para reconhecer que passamos dificuldades, mas também é preciso ter a coragem e a dignidade para poder superar”.

Sobre o nome da ponte, Anita Garibaldi, Dilma lembrou que se trata de uma homenagem a “uma mulher que lutou firmemente tanto aqui no Brasil como na Itália”.

“Sem sombra de dúvida é um exemplo da mulher brasileira, que é guerreira e que é corajosa, que não se atemoriza e que enfrentou guerras, dificuldades e as superou”, declarou Dilma. “Eu fico muito feliz de dizer para vocês que essa ponte é também uma homenagem a todos aqueles que acreditaram que nós poderíamos fazer uma obra com essa beleza, com esse desafio de engenharia e de arquitetura”.

Mais obras

A presidenta ressaltou que o compromisso do governo é garantir as condições para o crescimento sistemático. “Temos que ter infraestrutura de qualidade para poder desenvolver a indústria, para poder garantir empregos e a segurança no tráfego da população”, completou Dilma, destacando o conjunto de obras executadas pelo governo federal no estado como a BR 470, que vai sair de Itajaí e se encontrar com a BR 153, que faz parte do Plano de Investimento em Logística; as ligações na BR 280, saindo de São Francisco do Sul até Porto União; a ligação das rodovias BR 476, 282 e 480, ligando Paraná e Santa Catarina; e a duplicação da BR 116 que será duplicada.

A ponte Anita Garibaldi é a maior estrutura elevada da duplicação da BR-101 em Santa Catarina e vai pôr fim aos congestionamentos naquele trecho, aumentando o conforto e segurança dos usuários e moradores da região, inclusive turistas estrangeiros.

É a primeira ponte estaiada (suspensa por cabos constituída de um ou mais mastros) em curva do país, com 2.830 metros de extensão. Segundo o engenheiro do DNIT, Avani Aguiar de Sá, um dos responsáveis por fiscalizar a obra, o trecho estaiado permite que se tenha navegação, tanto turística quanto pesada, no Canal das Laranjeiras.

O empreendimento gerou 1.900 empregos envolvidos, trabalhando dia e noite para que a obra fosse concluída em tempo recorde. Construída sobre o Canal de Laranjeiras, a ponte de 2.830 metros de extensão elimina um gargalo existente na BR-101. A rodovia, recentemente duplicada, apresentava tráfego lento com afunilamento porque a travessia neste trecho era feita em pista simples, insuficiente para suportar o tráfego de cerca de 25 mil veículos por dia, e que, no verão, pode chegar em até 40 mil veículos diários.

A obra é importante também para a economia da região Sul, uma vez que a BR-101 Sul é o principal corredor de acesso aos países do Cone Sul do Mercosul, além de ser a principal ligação rodoviária entre São Paulo e Buenos Aires.



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