Para advogados de Lula, “certeza da impunidade” faz Veja mentir

Em ação reparatória de danos morais ajuizada por ex-presidente contra a revista, texto diz que "utilização da tática sensacionalista é evidente" e que publicação "dedicou sua capa e doze páginas do seu conteúdo para mal informar os seus leitores e enxovalhar a boa imagem...

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Em ação reparatória de danos morais ajuizada por ex-presidente contra a revista, texto diz que “utilização da tática sensacionalista é evidente” e que publicação “dedicou sua capa e doze páginas do seu conteúdo para mal informar os seus leitores e enxovalhar a boa imagem e a honra” de Lula. Confira a íntegra da ação

Por Redação

O ex-presidente Lula ingressou nesta quarta-feira (29) com uma ação de reparação por danos morais contra três jornalistas da Veja, autores da matéria de capa da edição da última semana, e também contra o diretor de redação da publicação, Eurípedes Alcântara.

No texto da ação, elaborado pelo escritório Teixeira Martins, os advogados Roberto Teixeira e Cristiano Zanin Martins argumentam que o semanário da Abril “dedicou sua capa e doze páginas do seu conteúdo para mal informar os seus leitores e enxovalhar a boa imagem e a honra do Autor”, no caso, o ex-presidente. “Tudo – das chamadas ao texto inserto na capa – foi organizado e planejado para que a revista tivesse grande repercussão na sociedade”, sustenta.

Segundo a ação, juízos de valor como o de que o petista teria sido “comprado” pela empresa OAS “foram emitidos sem qualquer elemento que pudesse respaldá-los”. “A certeza da impunidade levou os Corréus Robson Bonin e Adriano Ceolin a fazerem afirmações de tamanha agressividade e potencial ofensivo contra o Autor sem sequer indicar os elementos que ele teria utilizado para tanto. O texto também não contém qualquer ressalva ou reserva. Tudo é afirmado como se fosse uma verdade absoluta, embora, insista-se, os Corréus Robson Banin e Adriano Ceolin não tenham apresentado um só elemento que pudesse amparar os juízos de valor por eles expressados.”

O texto da ação também destaca o fato de Veja ter se referido a uma suposta delação premiada do executivo da OAS Léo Pinheiro, que incluiria “provas de que Lula patrocinou o esquema de corrupção da Petrobras”. A informação foi desmentida pelo advogado do executivo. “Ou seja, todas as graves acusações e afirmações difamatórias dirigidas ao Autor pelos Corréus Robson Banin e Adriano Ceolin que foram atribuídas à afirmada delação premiada que seria realizada pelo Sr. Léo Pinheiro, na verdade, não passam de uma farsa”, afirmam os advogados.

Também é citado o texto “O petrolão e o mensalão”, assinado por Daniel Pereira. “Não há um fato concreto ou sequer uma fonte identificada”, destaca o texto da ação. “A conduta ilegal do Corréu Daniel Pereira, nesse contexto, também salta aos olhos”, diz ainda. Sobre o papel de Eurípedes Alcântara, os advogados afirmam que ele tinha “o dever de rejeitar os textos ofensivos e inconsistentes” subscritos pelos jornalistas, mas “fez o contrário”. “Prestigiou esses textos e deu amplo destaque na edição da revista, vinculando-os a chamada de capa e a uma suposta ‘exlclusividade’ que não existe, afinal, não há um só fato concreto que possa dar respaldo ao que foi publicado pela revista.”

A ação ainda lembra que o diretor de redação de Veja moveu uma ação contra o jornalista Luis Nassif, alegando ter tido sua imagem associada ao banqueiro Daniel Dantas e pedindo reparação por danos morais no valor de R$ 100 mil. “Ao que parece, na visão do Corréu Eurípedes Alcântara, o que vale para ele não vale para os outros”, destaca o texto.

Confira abaixo a íntegra da ação.

Ação de Lula contra jornalistas da Veja

Foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula

 



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