Acampamento do MST no Paraná é atingido por incêndio

O movimento acusa funcionários da empresa Araupel, que atua na exportação de madeira de floresta nativa e reivindica a propriedade dos terrenos, de terem causado o incêndio.

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O movimento acusa funcionários da empresa Araupel, que atua na exportação de madeira de floresta nativa e reivindica a propriedade dos terrenos, de terem causado o incêndio

Por Brasil de Fato

Um incêndio ocorreu nas áreas de reservas florestais ao redor do acampamento do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) “Herdeiros da Terra”, localizado no município de Quedas do Iguaçu (PR), na última segunda-feira (10)

O movimento acusa funcionários da empresa Araupel, que atua na exportação de madeira de floresta nativa e reivindica a propriedade dos terrenos, de terem causado o incêndio.

As mais de 1500 famílias estão acampadas desde 2014 na área. O movimento alega que as terras são griladas, e exige do estado que elas sejam desapropriadas para a reforma agrária.

“Segundo relatos, desde domingo (9) as famílias que trabalham ao redor do Acampamento na produção de alimentos visualizaram a presença de seguranças da empresa num raio muito próximo à área, algo incomum no dia a dia do acampamento”, afirma nota do MST.

O histórico de enfrentamento vem desde abril de 1996, quando 3.340 famílias Sem Terra ocuparam a Fazenda Pinha Ralo, também reivindicado pela empresa. Desde 2004, tramita na justiça uma ação promovida pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) contra a Araupel.

A disputa hoje é pela Fazenda Rio das Cobras, com 35 mil hectares. A juíza da 1ª Vara Federal de Cascavel, Lilia Côrtes de Carvalho de Martino, declarou em maio deste ano nulo o título de propriedade da área pela Araupel.

A reportagem entrou em contato com a assessoria de imprensa Araupel, mas esta não retornou até a publicação desta matéria.



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